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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mais de 20% dos celulares de profissionais de saúde contêm bactérias perigosas

Mais de 20% dos telefones celulares de profissionais de saúde dentro dos hospitais estão contaminados com bactérias potencialmente perigosas. A situação é ainda peior entre os pacientes, cujos aparelhos têm o dobro do índice de contaminação. É o que revela estudo de pesquisadores da Universidade Inonu, na Turquia. A equipe coletou amostras de três peças de celulares - o teclado, o microfone e o fone de ouvido. Um total de 200 telefones foram selecionados para estudo, 67 dos quais pertencentes a funcionários médicos e 133 a pacientes, acompanhantes e visitantes.

Os pesquisadores descobriram que 39,6% dos telefones pertencentes a pacientes e 20,6% dos aparelhos de médicos e enfermeiros deram positivo para patógenos. Além disso, sete celulares de paciente continham agentes patogênicos resistentes a multidrogas (MDR), tais como a meticilina-resistente Staphylococcus aureus (MRSA) e bactérias gram negativas, enquanto nenhum telefone de funcionários marcou positivo para patógenos MDR.

"Os tipos de bactérias que foram encontradas nos celulares dos pacientes e os padrões de resistência foram muito preocupantes. Alguns pesquisadores têm relatado que os celulares do pessoal médico pode ser uma fonte potencial de patógenos no ambiente hospitalar. Nossos resultados sugerem que os telefones celulares de pacientes, acompanhantes e visitantes representam maior risco para a colonização de patógenos nosocomiais do que os de funcionários. Medidas específicas de controle da infecção podem ser necessários para esta ameaça", afirmam os autores.

Infecções hospitalares afetam mais de 25% dos doentes internados nos países em desenvolvimento. Nos hospitais dos EUA, elas causam 1,7 milhões de infecções por ano e estão associadas a cerca de 100 mil mortes. Estima-se que um terço destas infecções podem ser evitadas através da adesão às diretrizes de controle padrão de infecção.

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