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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Campanha de vacinação contra gripe termina com resultado abaixo da meta



Terminou nesta sexta-feira (10) a campanha nacional de vacinação contra a gripe, e o número de pessoas imunizadas ficou abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Segundo um balanço preliminar divulgado nesta sexta, 29,59 milhões de pessoas dos grupos prioritários receberam a dose, o que equivale a 94,53% da meta, que era vacinar 31,3 milhões.
O público-alvo é formado por idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, doentes crônicos -- diabéticos, por exemplo -- indígenas, presidiários e profissionais de saúde. A meta estabelecida pelo Ministério corresponde a 80% do público-alvo total.
A campanha teve início em 15 de abril e, segundo a previsão inicial, deveria ter terminado em 26 de abril. No entanto, o Ministério da Saúde optou pela prorrogação para aumentar a imunização, já que a procura tinha ficado bem abaixo da meta.
De acordo com os números divulgados nesta sexta-feira, dez estados já atingiram a meta de cobrir pelo menos 80% do público-alvo: Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – que atingiu a maior cobertura do país, com 90,79% do público-alvo imunizado.
Nos demais estados, o Ministério da Saúde recomenda que as secretarias locais estendam mais uma vez a campanha até que a meta seja atingida -- Mato Grosso do Sul, Pernambuco e São Paulo já anunciaram a medida.
Vírus influenza
A imunização protege contra os três subtipos do vírus influenza que mais circularam no inverno passado: A (H1N1) – conhecido popularmente como gripe suína –, A (H3N2) e B.


Foram distribuídas, neste ano, 43 milhões de doses da vacina para 65 mil postos de saúde, segundo a pasta. Em 2012, 26 milhões de pessoas foram imunizadas, número equivalente a 86,3% do público-alvo naquele ano. O índice superou a meta prevista, de 80% do público.
O objetivo deste ano era de atingir cerca de 80% do público-alvo da ação, que inclui idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, indígenas, presidiários e profissionais de saúde. Doentes crônicos e mulheres no período até 45 dias depois do parto também devem receber  a vacina.
Fonte:G1

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Células-tronco cardíacas do próprio paciente reparam dano no coração

O uso de células-tronco tiradas dos próprios pacientes está se concretizando como uma forma de tratamento para vítimas de infarto. Resultados positivos do uso da técnica em pacientes foram publicados nesta segunda-feira (13) por um estudo da revista médica “The Lancet”.

Nos últimos anos, os cientistas têm criado novas formas de obter tecido cardíaco a partir de células-tronco, tendo em vista a recuperação de pacientes infartados.

 Nessa pesquisa, foram usadas células cardíacas obtidas a partir do próprio coração do paciente. Cada um recebeu entre 12 milhões e 25 milhões dessas células em uma cirurgia minimamente invasiva.

O estudo acompanhou 25 pacientes em recuperação de infarto, com idade média de 53 anos, no Instituto do Coração Cedars-Sinai, em Los Angeles, e no Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, ambos nos EUA. Desses, 17 receberam a terapia com células-tronco e os outros oito foram tratados da forma tradicional.

A principal vantagem em relação à terapia tradicional foi a redução do tamanho da cicatriz no coração – em 50%. Percentualmente, os pacientes que usaram as células-tronco tiveram mais complicações, mas os médicos disseram que em apenas um dos casos o problema estava possivelmente relacionado ao tratamento.

“Essa descoberta contesta a sabedoria comum de que, uma vez estabelecida, a cicatriz cardíaca é permanente e que, uma vez perdido, o músculo cardíaco não pode ser refeito”, afirmou o estudo liderado por Eduardo Marbán, Instituto do Coração Cedars-Sinai.
Fonte: G1

Administradora é 1ª brasileira a ter aparelho auditivo totalmente interno

Médicos em São Paulo realizaram a primeira cirurgia no Brasil de implante de um novo tipo de aparelho auditivo, que fica totalmente dentro do ouvido do paciente, sem nenhuma parte externa.

A técnica ajuda pessoas como a administradora Maria Toscano Medeiros, que precisa de ajuda de um aparelho para escutar, mas não conseguia se adaptar ao tradicional. “O aparelho externo machuca o ouvido”, disse a primeira paciente a receber o implante no Brasil.

Os dois aparelhos funcionam da mesma forma, amplificando o som que chega ao ouvido. Por isso, não serve para pessoas que têm surdez total – nesses casos, é indicada outra técnica: o implante coclear.
“A condição básica para o paciente fazer a cirurgia é se a pessoa já usou o aparelho externo e gostou do resultado”, explicou Iulo Baraúna, otorrinolaringologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. Ele foi o cirurgião responsável pelo procedimento.
 
Audição residual
A capacidade de audição de uma pessoa é medida pela intensidade mínima de som que ela consegue ouvir. O normal é começar a perceber o som a partir de 25 decibels.

Pessoas que ouvem apenas sons mais intensos que 25 decibels, mas menos que 40, têm "perda auditiva leve", segundo os médicos. Se escutam apenas a partir de 60 decibels, têm "perda moderada". A partir de 61 decibels, ela é considerada severa.
 
Quem só ouve sons a partir de 80 decibels, não pode fazer a cirurgia -- a perda de audição já é considerada grave demais.

“O paciente tem que ter, pelo menos, uma audição residual”, resumiu Baraúna. São pessoas com lesões nas células ciliadas internas, responsáveis por captar o som. Se as funções neurais do ouvido tiverem sido afetadas, o aparelho não é indicado.
Fonte: G1

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Estimular uma zona específica do cérebro pode melhorar memória, afirma pesquisa

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, se concentraram no córtex entorrinal, uma região chave do cérebro para a memória e principal passagem antes do hipocampo, a área responsável pelo processamento dos sinais e o desenvolvimento da memória.
"O córtex entorrinal é a porta de acesso à unidade central da memória", disse Itzhak Fried, professor de neurocirurgia da Escola de Medicina David Geffen da Universidade da Califórnia, principal autor da pesquisa.
"Toda a experiência visual ou sensorial que guardamos na memória passa por esta porta para chegar ao hipocampo", disse o investigador. "Nossos neurônios devem enviar mensagens através desta passagem para que a memória se forme e a lembrança possa ser recuperada conscientemente".
Para este estudo, os neurologistas seguiram sete pacientes com epilepsia que tinham eletrodos implantados em seu cérebro para entender a origem de suas convulsões.
Os pesquisadores utilizaram os mesmos eletrodos para registrar a atividade dos neurônios quando as lembranças se formavam.
Usando um videogame que simula um táxi em uma cidade virtual, os cientistas testaram se a estimulação das profundezas do cérebro do córtex entorrinal ou do hipocampo alteravam a capacidade de armazenamento.
Os participantes se passavam por taxistas que recebiam passageiros e viajavam por toda a cidade.
"Quando estimulávamos as fibras nervosas no córtex entorrinal dos pacientes durante a aprendizagem, eles reconheciam mais tarde lugares e circulavam pelas ruas com maior rapidez", disse Fried.
"Inclusive aprendiam a pegar atalhos, o que reflete uma melhor memória espacial".
Fried reconheceu que "a perda de nossa capacidade de lembrar fatos recentes e formar novas lembranças é uma das doenças mais temidas da condição humana", mas advertiu que os resultados do estudo, embora encorajadores, devem ser encarados com cautela.
"Nossos resultados preliminares fornecem evidências de um possível mecanismo para aumentar a memória, sobretudo nas pessoas idosas ou que sofrem de demência precoce", disse.
"Ao mesmo tempo, estudamos uma amostra pequena de pacientes, razão pela qual nossos resultados devem ser interpretados com cuidado", concluiu.

Fonte: Veja

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

DICAS DE PORTUGUÊS

AVISÁ-LO ou AVISAR-LHE?
O verbo AVISAR é transitivo direto e indireto. Se você avisa, pode “avisar alguma coisa a alguém” ou “avisar alguém de alguma coisa”.
Portanto, as duas formas são possíveis:
“É preciso AVISAR-LHE (=objeto indireto) as novidades (=objeto direto);
“É preciso AVISÁ-LO (=objeto direto) das novidades (=objeto indireto).
Não devemos “avisar-lhe das novidades” (=dois objetos indiretos) nem “avisá-lo as novidades” (=dois objetos diretos).

“Enfrentar de frente”. Pode?
Depende. Pode falar, mas somente a ênfase justificaria o seu uso.
Leitor quer saber: “Num relatório da empresa em que trabalho, encontramos logo no primeiro parágrafo: Enfrentando de frente… Está correto ou é uma tremenda redundância?”
Enfrentar de frente” apresenta o mesmo problema de “encarar de frente”. Trata-se de uma redundância. A menos que alguém prefira enfrentar ou encarar “de costas”.

EXTRATO ou ESTRATO?
Leitor quer saber se a frase a seguir está correta: “Esse aumento de 40% na matrícula trouxe para o ensino médio uma população de extratos mais baixos de renda.”
“Tratando-se de “camadas”, o correto não seria ESTRATOS?”
O nosso leitor tem razão.
a)    ESTRATO = “camada”. O certo é “estrato social”, “sociedade estratificada” (=dividida em camadas), “estratosfera”…
b)    EXTRATO = “essência, resumo, sumo” (vem do verbo EXTRAIR): “extrato de tomate”, “extrato bancário”, “extrato (= essência de perfume)”…

LINKAR ou LINCAR?
Em vez de fazer um link, prefiro LIGAR, UNIR ou CONECTAR. Temos aqui, um belo exemplo de estrangeirismo desnecessário. É o tal do “neobobismo linguístico”.
Pior ouvi na transmissão de um jogo de futebol americano por um canal internacional. Os narradores, brasileiros contratados para narrar os jogos em português, demonstraram a sua “enorme” preocupação com língua pátria.
Fonte: G1

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

CAPACITAÇÃO DE INSERÇÃO E MANIPULAÇÃO DE CATETER CENTRAL PERIFÉRICO

Dias: 04/02/2012 - 8h às 12h e 13h às 17h e 11/02/2012 - 8h às 17h e 13h às 17h

Público Alvo: Enfermeiros
Carga Horária: 16 horas
Valor: R$ 220,00

Local de inscrição e realização do curso:
IPE - Rua Formosa 265, Centro - Tel.: (22) 27241800

sábado, 21 de janeiro de 2012

DICAS DE PORTUGUÊS

HAJA VISTA ou HAJA VISTO?
Nossos leitores criticam o festival de HAJA VISTO: “Foi demitido haja visto o problema criado”; “Foi suspenso haja visto o seu mau comportamento”; “Deverá ser substituído haja visto seu desempenho no jogo de ontem”.
É…leitor não perdoa. E eles têm razão. O certo é HAJA VISTA.
Dica para ninguém esquecer:
HAJA VISTA significa “por causa de, devido a, uma vez que, visto que, já que, porque, tendo em vista”. O curioso é que, quando usamos o TENDO EM VISTA, ninguém diria “tendo em visto”. Então, não esqueça: HAJA VISTA = TENDO EM VISTA.

PATOLOGIAS ou DOENÇAS?
Médicos criticam o uso da palavra PATOLOGIA como sinônimo de “doença”: “O paciente apresenta várias patologias…”.
Concordo. Muita gente boa está esquecendo que LOGIA significa “estudo”. PATOLOGIA não é a “doença”, e sim o “estudo das doenças”.
Num texto menos formal, seria possível aceitar o uso de PATOLOGIA por “doença” como extensão de significado.

HAJAM ou AJAM?
A frase errada é: “Vai dar certo à medida que os articuladores hajam em torno do sucesso do governo e não usem suas funções para fortalecer segmentos partidários.”
O certo é: “…quem os articuladores ajam em torno do sucesso do governo…”
Na frase acima, devemos usar o presente do subjuntivo do verbo AGIR (=ajam), e não do verbo HAVER (=hajam).

Fonte: G1

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Tire dúvidas sobre as mudanças no calendário de vacinação

Nesta quarta-feira (18), o Ministério da Saúde anunciou mudanças no calendário de vacinação brasileiro a partir deste ano. Veja abaixo perguntas e respostas sobre as novidades:
- O que muda no calendário de vacinação?Duas novas vacinas serão introduzidas: a injetável contra paralisia infantil (poliomielite) e a pentavalente, que age contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria Hib (haemophilus influenza tipo B), que causa meningite, pneumonia e outras infecções bacterianas graves.

- Quando as novas vacinas vão ser oferecidas?A partir de agosto de 2012. A injetável contra pólio, no entanto, só será dada às crianças que estão começando o calendário de vacinação em 2012.
A campanha contra poliomielite de 16 de junho segue normal e todas as crianças receberão a gotinha.
- Qual a diferença da vacina injetável para a gotinha?A injetável (Salk) usa o vírus da poliomielite em sua forma inativa. A gotinha (Sabin) usa o vírus “atenuado” – ou seja, “menos ativo". A Salk é mais segura e está sendo utilizada em países que já eliminaram a doença.
- Isso quer dizer que a vacina em gotas vai acabar?Não por enquanto. O Brasil continuará oferecendo as duas formas, para crianças de idades diferentes. Quando a doença for erradicada mundialmente, apenas a vacina injetável será oferecida.
- Com qual idade a criança vai receber a vacina injetável?A imunização injetável será aplicada aos dois meses e aos quatro meses de idade, e a vacina oral será usada nos reforços, aos seis meses e aos 15 meses.
- Qual a diferença da vacina pentavalente?Ela combina em uma só imunização a atual vacina tetravalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hib) com a usada contra hepatite B.
Em até quatro anos, ela deve se transformar em uma vacina “heptavalente”, unindo a imunização contra pólio injetável e a contra meningite C.
- Quando as crianças vão receber a vacina pentavalente?Aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade. Aos doze meses, elas vão receber um reforço com a vacina tríplice bacteriana, a DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) e, depois, novamente, entre quatro e seis anos de idade.
Além disso, recém-nascidos continuam recebendo a vacina contra hepatite B nas primeiras doze horas de vida.
- O que muda no calendário?Antes, as crianças tinham que ser vacinadas do nascimento até os seis meses de vida. Agora, as vacinas BCG (contra tuberculose) e contra a hepatite B serão dadas ao nascer e depois somente com dois meses – quando as crianças receberão a dose da nova vacina pentavalente e da poliomelite injetável.
 As outras duas vacinas que antes eram aplicadas aos dois meses - vacina oral Rotavírus Humano e vacina pneumocócida 10 – não têm mudanças.
 As segundas doses das vacinas de poliomielite injetável e da pentavalente serão realizadas aos quatro meses.
 A vacina pentavalente ainda terá uma terceira dose de aplicação, aos seis meses. Neste período, a criança também receberá a dose da vacina oral contra a poliomelite e a vacina pneumocócica 10.
Fonte: G1

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Termina hoje inscrição para o PROUNI

O número de inscritos no Programa Universidade para Todos (ProUni) do Ministério da Educação chegou a 1.098.856 até as 18h desta quinta-feira (19), último dia de funcionamento do sistema. Esse número já supera o total de inscritos no ano passado, que foi de 1.048.631 candidatos. Foram feitas, até este esse horário, 2.109.478 inscrições. O prazo termina às 23h59.

Cada estudante tem a opção de concorrer em até duas opções de curso, por isso o número de inscrições é quase o dobro do número de inscritos.

Os estados com maior número de inscrições até as 18h desta quinta, foram São Paulo, com 389.569; Minas Gerais, 252.308; Bahia, 152.136; Rio Grande do Sul, 141.030, e Rio de Janeiro, com 136.572.

A oferta para este primeiro semestre é de 195.030 bolsas. sendo 98.728 integrais e 96.302 parciais, de 50% da mensalidade, em 1.321 instituições de ensino superior particulares, entre universidades, centros universitários e faculdades.

A oferta de bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior já foi divulgada no site do programa. O Ministério da Educação disponibiliza na página do Prouni o sistema de pesquisa por curso e por município das ofertas de bolsas de estudo de instituições privadas de ensino superior (universidades e centros universitários) participantes do programa.


Participam 1.321 instituições privadas de ensino, entre universidades, centros universitários e faculdades. A relação completa das instituições e a distribuição de bolsas por curso superior estará disponível para consulta no portal do Prouni nos próximos dias.

No processo do Prouni, haverá uma única etapa de inscrição, com duas chamadas para convocação dos candidatos pré-selecionados. Ao se inscrever, o candidato poderá escolher até duas opções de curso e de instituição.
 
Calendário
 
A primeira chamada será divulgada em 22 de janeiro. A partir do dia seguinte, até 1º de fevereiro, o candidato pré-selecionado terá prazo para comparecer à instituição de ensino, apresentar a documentação e providenciar a matrícula. A segunda chamada está prevista para 7 de fevereiro, com prazo para matrícula e comprovação de informações até o dia 15.

Ao fim das duas chamadas, os candidatos não pré-selecionados, ou aqueles que foram pré-selecionados em cursos sem formação de turma, podem manifestar interesse em fazer parte da lista de espera, que será usada pelas instituições participantes do programa para a ocupação das bolsas eventualmente ainda não ocupadas.

O período para manifestação de interesse na lista irá de 22 a 24 de fevereiro. Ao fim desse prazo, serão feitas duas convocações dos integrantes. A primeira, em 27 de fevereiro, com prazo para comprovação de documentos e matrícula de 28 do mesmo mês até 2 de março. A segunda, em 9 de março, com prazo de 12 a 15 de março.

Critérios
 
Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 933, a partir de 1º de janeiro). As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.866, em janeiro) por pessoa. 

Além de ter feito o Enem 2011, com um mínimo de 400 pontos na média das cinco notas do exame e pelo menos nota mínima na redação, o candidato deve ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, em caso de escola particular, na condição de bolsista integral.

Professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsas em cursos de licenciatura, curso normal superior ou de pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola na qual atuam.
 
Fonte: G1

sábado, 7 de janeiro de 2012

MEC abre as inscrições para o Sisu


As inscrições para a primeira edição do ano do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foram abertas à 0h05 deste sábado (7), segundo o Ministério da Educação. O prazo termina às 23h59 da próxima quinta-feira (12), no horário de Brasília. As inscrições devem ser feitas pela internet no site do Sisu.
Pelo sistema, os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em outubro de 2011 podem disputar 108.552 vagas em 3.327 cursos de 95 instituições públicas de ensino superior dos 26 estados brasileiros, com exceção do Distrito Federal (veja ao final deste texto a tabela com as vagas oferecidas por cada instituição).
Clique aqui e veia o passo a passo preparado pelo MEC sobre como se inscrever no Sisu. Confira também abaixo, perguntas e respostas sobre o funcionamento do sistema e tire suas dúvidas:

Quem pode participar do sistema?
Na primeira edição do Sisu deste ano (1º/2012), só pode se inscrever quem fez o Enem em outubro de 2011. Quem já participou de edições anteriores do Sisu - e foi ou não aprovado - também pode participar, desde que tenha feito o Enem 2011.
É importante ressaltar que algumas instituições adotam notas mínimas para inscrição em determinados cursos. Nesse caso, no momento da inscrição, se a nota do candidato não for suficiente para concorrer àquele curso, o sistema emitirá uma mensagem com esta informação.

Quais documentos são exigidos para participar?
Para se inscrever no Sisu, o único dado necessário é o número de inscrição no Enem 2011, e a senha do Enem. Não é necessário fazer um novo cadastro. Caso o aluno não se lembre de sua senha, deverá recuperá-la no site do Enem. Ao acessar o Sisu, o sistema importa automaticamente as notas do candidato no exame nacional.
Porém, para realizar a matrícula na instituição, o candidatos selecionado deverá ter os documentos exigidos pela universidade, instituto ou centro universitário.

O Sisu tem política de ação afirmativa?
Sim, mas elas variam de acordo com cada instituição. Há cursos em que só existe a ampla concorrência. Em outros, é possível se inscrever pela ampla concorrência ou por ações afirmativas, de acordo com o perfil do candidato. Essa escolha é feita no momento da inscrição.
Cada instituição decide se usará uma cota (reserva de vagas), para que candidatos de ações afirmativas concorram apenas entre si pelas vagas, ou se adotará a modalidade bônus, em que esses candidatos recebem uma pontuação extra e concorrem com os demais vestibulandos.
Após a seleção, os candidatos aprovados para as vagas de ações afirmativas deverão apresentar documentos comprovando que cumprem todos os requisitos das cotas.

Como funciona a inscrição e para que serve a nota de corte?
A partir da zero hora deste sábado, os participantes do Sisu poderão se inscrever em duas opções de cursos. A inscrição poderá ser alterada quantas vezes for necessário até a data limite da seleção, às 23h59 do dia 12, no horário oficial de Brasília. O Sisu considerará válida apenas a última alteração feita.
Os candidatos poderão acompanhar o andamento do processo por meio de um boletim de acompanhamento, que estará disponível todos os dias pelo sistema.
Diariamente, durante esse período, o Sisu calculará e divulgará as notas de corte temporárias de cada curso. Elas servem como referência para que os candidatos calculem se suas notas são suficientes para serem aprovados, e, caso contrário, possam alterar a inscrição.

Como funciona a seleção?
Após o período de inscrição, o sistema selecionará automaticamente os candidatos com maior pontuação, na quantidade referente ao número de vagas em cada curso. O resultado desta seleção será divulgado na primeira chamada, no dia 15.
Os candidatos selecionados em sua primeira opção de curso devem fazer a matrícula entre os dias 19 e 23 de janeiro. Eles não poderão participar das chamadas seguintes.
Quem for selecionado na segunda opção continuará participando da seleção, mesmo se fizer a matrícula no mesmo período, e poderá ser convocado na segunda chamada, que será divulgada no dia 26, para sua primeira opção de curso.
A matrícula dos convocados na segunda chamada acontece em 30 e 31 de janeiro.

Como funciona a lista de espera?
No dia 26 o Sisu abre as inscrições para a lista de espera, que podem ser feitas até 1º de fevereiro. Para se inscrever, é preciso acessar o sistema durante esse período especificado, no boletim de acompanhamento, clicar no botão que correspondente à confirmação de interesse em participar da lista de espera do Sisu.
Dessa lista podem participar tanto quem não foi convocado em nenhuma chamada quanto quem foi selecionado em sua segunda opção - mesmo tendo feito matrícula.
Porém, cada candidato só poderá disputar as vagas remanescentes relativas à sua primeira opção.
A lista será divulgada em 4 de fevereiro. A partir daí, a seleção será feita gradativamente até o dia 2 de março de 2012.

Quais são as instituições participantes do Sisu?
Neste ano, 77,6% das vagas estão concentradas em duas regiões. O Nordeste tem o maior número de vagas disponíveis pelo sistema. Das 108.552 vagas, 37.634 estão na região, ou 34,6% do total. As instituições do Sudeste oferecerão 35.924 vagas, ou 33% das ofertas. O Sul tem 15.756 vagas, seguido do Centro-Oeste, com 13.985, e da região Norte, com 5.253 vagas.
 
 A lista completa de cursos e vagas que participam do sistema no processo seletivo de 2012 está disponível no site do MEC (arquivo em pdf).

Fonte: G1

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Dicas de Português

O GRAMA ou A GRAMA?
 Nosso leitor quer saber se a frase está correta: “O adulto deve tomar em torno de DUAS gramas por dia e a criança, uma média de DUZENTAS miligramas.”
Ele tem razão. A palavra GRAMA, referindo-se à “massa”, é do gênero masculino. Deveríamos ter escrito “DOIS gramas” e “DUZENTOS miligramas”.

MEDIE ou MEDEIE?
Nossa leitora tem uma dúvida. A seguinte frase saiu publicada numa coluna sobre política: “A nossa responsabilidade comum é formular uma alternativa para a opinião pública e deixar que a sociedade MEDEIE nossas diferenças.”
A frase está perfeita.
Os verbos MEDIAR, INTERMEDIAR, REMEDIAR, ANSIAR, INCENDIAR e ODIAR fazem um ditongo “ei” nas formas rizotônicas (=sílaba tônica dentro da raiz): eu ODEIO, ele INCENDEIA, eles ANSEIAM, eu REMEDEIO, ele INTERMEDEIA, que ela MEDEIE…
Os demais verbos terminados em –IAR não fazem o ditongo: eu COPIO, isso VARIA, elas se MAQUIAM, que ele ANUNCIE, eles PREMIAM…

CULPAR ou INCULPAR?
Foi publicado: “Mas o tribunal de Haia, ao INCULPAR Milosevic e seus cães de guerra por crimes contra a humanidade…”
Nosso leitor opina: “Acredito que o autor teve a intenção de dizer CULPAR, já que INCULPAR significa inocentar, tornar inocente.“
Vejamos o que diz o dicionário Larousse:
“INCULPAR: 1. Atribuir culpa a; incriminar, acusar. 2. Censurar, repreender.”
Portanto, não há erro na frase “…INCULPAR (=incriminar) Milosevic e seus cães de guerra por crimes contra a humanidade…”
O nosso leitor talvez tenha sido traído pelo adjetivo INCULPADO que tem as duas acepções: “1. Que está sem culpa, inocente”; ou “2. Que se inculpou, incriminou, acusado”.

MAS ou MAIS ou MÁS?
1ª) MAS é conjunção adversativa (= porém, contudo, todavia, entretanto…): “O dia estava lindíssimo, MAS não pude ir à praia.”
2ª) MAIS é advérbio de intensidade ou pronome indefinido (= é o contrário de MENOS): “Ela falava MAIS que todos nós juntos”; “MAIS ação e menos discursos”.
3ª) MÁS é adjetivo (= plural de MÁ e o contrário de BOAS): “Cuidado com as MÁS línguas”.

O ou A endoscopia?
Leitor quer saber qual é a forma correta: “Realizada ou realizado  endoscopia”.
O substantivo ENDOSCOPIA é uma palavra feminina, portanto o correto é “REALIZADA a endoscopia”.

SATISFAZER ou SATISFIZER?
A dúvida é: “Se eu SATISFIZER  ou  SATISFAZER minha vontade…”
O verbo SATISFAZER é derivado do verbo FAZER. O tempo verbal, na frase, é o futuro do subjuntivo. O verbo FAZER ficaria “se eu FIZER a sua vontade”. O certo, portanto, é “se eu SATISFIZER minha vontade”.

Uso da MESÓCLISE
Leitora nos escreve: “Outro dia encontrei o uso do pronome oblíquo assim: … e aí direi-lhe…”
A indignação da nossa leitora é justificável.
A ênclise com verbo no futuro (=direi-lhe, realizaria-se, tornarei-me…) simplesmente não existe.
Quando o verbo está no futuro do indicativo (do presente ou do pretérito), podemos usar a mesóclise: dir-lhe-ei, realizar-se-ia, tornar-me-ei…
Em textos menos formais, em que a mesóclise fica inadequada, sugiro o uso da próclise (=pronome átono antes do verbo), desde que o sujeito esteja antes do verbo: “eu lhe direi”, “a reunião se realizaria”, “eu me tornarei”…

MUDO ou MUDOS?
Na frase “Uma pane que deixou MUDO os telefones”, a concordância está bem feita?
Nosso leitor tem razão. Por causa da mudez dos nossos telefones, há quem tenha ficado cego diante das regras de concordância: “Uma pane que deixou MUDOS os telefones”, ou seja, os telefones ficaram MUDOS por causa de uma pane.

Fonte: G1

domingo, 1 de janeiro de 2012

Dicas de Português

O gerundismo

 Vou estar depositando o seu salário hoje à tarde”; “O Instituto vai estar realizando um seminário sobre Gestão pela Qualidade no próximo mês”; “Na próxima quarta-feira, ele vai estar fazendo três anos de empresa”.
São frases usadas com certa frequência no meio empresarial. Acredito que muita gente assim fale porque considera as frases não só corretas mas construídas de uma forma mais “culta”.
Na minha opinião, são frases mal construídas. Não é caso para gerúndio (depositando, realizando, fazendo). A ação verbal está no futuro. Deveríamos dizer: “Vou depositar (ou depositarei)…”; “O Instituto vai realizar (ou realizará)…”; “…ele vai fazer (ou fará)…”

No livro Redação em construção, da Editora Moderna, o professor Agostinho Dias Carneiro, mestre da UFRJ e um grande amigo com quem tive a honra de trabalhar por mais de dez anos no Colégio Santo Agostinho, faz uma bela síntese sobre o mau uso do gerúndio.

“Alguns empregos do gerúndio devem ser evitados:

1ª) Quando as ações expressas pelos dois verbos – gerúndio e verbo principal – não puderem ser simultâneas:
Chegou sentando-se. Ou Machado de Assis nasceu no Rio de Janeiro, estudando com um amigo padre na infância.

2ª) Quando o gerúndio expressa qualidades e não comporta a ideia de contemporaneidade:
Vi um jardim florescendo.

3ª) Quando a ação expressa pelo gerúndio é posterior à do verbo principal:
O assaltante fugiu, sendo detido duas horas depois.
Seria melhor dizer:
O assaltante fugiu e foi detido duas horas depois.

4ª) Quando o gerúndio, copiando construção francesa (galicismo), passa a ter valor puramente adjetivo:
Viu uma caixa contendo…
A construção mais adequada seria:
Viu uma caixa que continha…

O professor Agostinho termina sua lição com a seguinte conclusão: “O uso do gerúndio será tão mais impróprio quanto mais se aproxime da função adjetiva, ou da expressão de qualidades ou estados, ou quanto maior a distância entre o tempo da ação expressa por ele e o tempo da ação do verbo principal.”

É interessante lembrar que o pior uso do gerúndio é aquele que gera ambiguidade:
“A mãe encontrou o filho chorando.”
Quem estava chorando? A mãe ou o filho?
“Ônibus atropela criança subindo a calçada.”
O ônibus subiu a calçada e atropelou a criança ou o ônibus atropelou a criança no momento em que ela subia a calçada?
E há quem diga que “o gerúndio está na raiz de grande parte dos males do país”. Afinal, ninguém resolve nada, estão sempre “resolvendo”; ninguém providencia nada, estão sempre “providenciando”; ninguém conclui nada, estão sempre “concluindo”

O bom uso do gerúndio
Lição do professor Agostinho Dias Carneiro no livro Redação em construção.
“O bom emprego do gerúndio traz significados distintos:
1º) Gerúndio modal: Chegou cantando.
2º) Gerúndio temporal. Indica contemporaneidade entre a ação expressa pelo verbo principal e o gerúndio: Vi João passeando.
3º) Gerúndio durativo: Ficou escrevendo sua redação.
4º) Gerúndio cuja ação é imediatamente anterior à do verbo principal: Levantando o peso, deixou-o cair sobre o pé.
5º) Gerúndio condicional: Tendo sido publicada a lei, obedeça-se!
6º) Gerúndio causal: Conhecendo sua maneira de agir, não acreditei no que me disseram.
7º) Gerúndio concessivo: Mesmo nevando muito, iria à festa.
8º) Gerúndio explicativo: Vendo que o leme não funcionava, o comandante chamou o mecânico.

Como regra geral, pode-se dizer que o gerúndio está bem empregado quando:
1)    há predominância do caráter verbal ou adverbial;
2)    o caráter durativo da ação está claro;
3)    a ação expressa é coexistente ou imediatamente anterior à ação do verbo principal.”

Fonte: G1

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dicas de Português

ENTRE EU E VOCÊ ou ENTRE MIM E VOCÊ?
Devemos dizer “entre MIM e você”.
O pronome pessoal “EU” é do caso reto, por isso deve ser usado fundamentalmente na função do sujeito (ou predicativo do sujeito): “EU e você dissemos a verdade”; “O escolhido fui EU”; “Ela trouxe o livro para EU ler”; “Ela chegou antes de EU sair”; “Ela fez isso por EU estar cansado”.
Repare que nos três últimos exemplos há uma preposição antes do pronome “EU”. Mas a presença de um verbo no infinitivo após o pronome caracteriza uma oração reduzida: “…para EU ler (=para que EU leia)”; “…antes de EU sair (=antes que EU saísse)”; “…por EU estar cansado (=porque EU estava cansado)”. Nos três casos, o pronome “EU” exerce a função de sujeito.
No caso da expressão “entre MIM e você”, temos a preposição ENTRE antes e não há verbo após o pronome. Isso significa que devemos usar o pronome oblíquo “MIM” em vez do pronome reto “EU”.
Se você entendeu por que deve dizer “que nada haverá entre MIM e você”, mas não gostou, diga “que nada haverá entre NÓS”.

“Que significa DICOTOMIA?”
 É uma palavra de origem grega. O prefixo “di” significa “dois” e “tomo” significa “parte”.
Observe a definição do dicionário Larousse: “1. Divisão em dois; oposição entre duas coisas. 2. Divisão de um conceito em duas partes, que abrangem todo o conceito”.

“Moro NA rua Barão da Torre ou À rua Barão da Torre?”
 Segundo os dicionários de regência, o uso da preposição “a” com os verbos MORAR e RESIDIR é mais comum na linguagem burocrática, dos tabeliães por exemplo. E só diante de palavras femininas: “Ele mora à rua X, à avenida Y, à praça Z”. Ninguém diz que “ele mora ao Beco das Garrafas ou ao Largo do Machado”.
O uso da preposição “em” com os verbos MORAR e RESIDIR é indiscutivelmente correto. Se você mora, mora “em” algum lugar.
O melhor, portanto, é você dizer que mora NA rua Barão da Torre.

“Fulano de Tal é residente À ou NA rua xxx?”
É igual ao caso anterior. Quem reside é residente “em” algum lugar.
Diga: “Fulano de Tal é residente NA rua xxx.”

“TODA noite ou TODA A noite?”
Depende.
“Toda noite” significa “qualquer noite, todas as noites”; “Toda a noite” significa “a noite inteira”.
Observe a diferença:
A) “Aqui, nesta época, toda noite chove.”
Isso quer dizer que chove em todas as noites.
B) “Ontem choveu toda a noite.”
Isso significa que choveu durante a noite inteira.

“Meias-calça ou meias-calças?”
Embora meias-calças seja aceitável, o plural mais recomendável é MEIAS-CALÇA. Trata-se de um tipo de meia. O substantivo CALÇA exerce a função de adjetivo. Quando isso ocorre, o substantivo torna-se invariável, ou seja, não se flexiona nem em gênero nem em número.
“Meias calças” (sem hífen) poderiam ser “calças pela metade”, assim como “meias palavras”.

“Etc. ou etc.. ou etc…?”
Quando se termina uma frase, basta escrever “etc.” (com um ponto). Não é necessário usar dois pontos (=o segundo seria o ponto final). E usar reticências (três pontos) após o etc. é redundante: ou você usa o etc. ou as reticências.

“O cólera ou A cólera?”
É um caso polêmico. Não há uniformidade entre nossos gramáticos e professores. Alguns afirmam que cólera (doença ou raiva) é sempre um substantivo feminino; outros preferem a distinção: o cólera é doença; a cólera é raiva, ira. Eu gosto da diferença: o cólera (=doença) e a cólera (=raiva).
 Fonte: G1

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Você sabe se prevenir contra a meningite?

Cegueira, surdez e perda de olfato são algumas das consequências possíveis da meningite, mas existem muitas outras, já que o problema está relacionado ao sistema nervoso. "Os agentes causadores da meningite provocam a inflamação da meninge, ou seja, das membranas que revestem o sistema nervoso, desde a cabeça até base da coluna", explica o médico. A morte ocorre nos casos mais graves, em que o paciente não resiste às agressões. O teste abaixo ajuda você a ficar por dentro dos principais sintomas e das formas de contágio da doença, facilitando o diagnóstico precoce por parte dos especialistas.

Faça o teste no link abaixo:

domingo, 4 de dezembro de 2011

Dicas de Português

AXADO ou TACHADO ?
1o) TAXADO vem de taxa (=tributo):
“A venda destes produtos foi TAXADA pelo governo.”
2o) TACHADO significa “acusado, considerado, qualificado, rotulado”:
“Ele foi TACHADO de ladrão.”

FLUIDO ou FLUÍDO?
“Minha dúvida é em relação à pronúncia da palavra FLUIDO, uma vez que não tem acento. Como se pronuncia corretamente? Com a sílaba tônica no “u” ou no “i”?”
1º) A palavra FLUIDO (= sem acento) é um substantivo. Devemos pronunciá-la com a sílaba tônica no “u”:
“Nesta casa, eu sinto bons FLUIDOS.”
“Acabou o FLUIDO do velho isqueiro do meu avô.”
2º) A palavra FLUÍDO (=com acento agudo no “i”) existe, mas é verbo. É o particípio do verbo FLUIR:
“Nos seus discursos, as palavras têm FLUÍDO com incrível facilidade.”
“A água tinha FLUÍDO pelo cano.”

De segunda à ou a sexta-feira?
O certo é “de segunda a sexta-feira”.
Não ocorre a crase porque não há artigo definido. Nesta frase, nós nos referimos a qualquer segunda-feira (=usamos apenas a preposição “de”) e a qualquer sexta-feira (=só existe a preposição “a”).
Se nos referíssemos a uma determinada segunda-feira e a uma determinada sexta-feira, haveria artigo definido e, consequentemente, ocorreria a crase: “O curso vai da próxima segunda à sexta-feira”.
A dica é a seguinte: “de…a (sem crase)”; “da…à (crase)”.
Observe outros exemplos:
“A reunião vai das 2h às 4h.”
“A reunião vai durar de duas a quatro horas.”
“Leia da página 5 à 10.”
“Leia de cinco a dez páginas por dia.”
“São alunos da 5a à 8a série.”

ACONTECE ou ACONTECERÁ?
“Os verbos não se conjugam mais no tempo futuro? Veja as redações abaixo: 1a) Do dia 9 a 14 de agosto ACONTECE em São Paulo a Feira Internacional; 2a) O evento, que é bianual, ACONTECE em São Lourenço.”
O leitor tem razão. Embora não seja erro, virou moda usarmos o verbo no presente como se fosse futuro. O melhor é usar o verbo no futuro: “A feira ACONTECERÁ…”, “O evento ACONTECERÁ…”
Agora, pior que usar o tempo presente como futuro é a chatíssima repetição do verbo ACONTECER. Nada mais SE REALIZA, tudo acontece. É um modismo a ser evitado. Sua excessiva repetição traduz pobreza vocabular.

COM ou CONTRA?
É frequente ouvirmos: “Brasil joga hoje à tarde COM a Holanda.”
O leitor tem alguma razão. O Brasil deve jogar CONTRA a Holanda.
É bom lembrar o velho exemplo do tênis:
1a) Se Guga vai jogar COM  Meligeni, teremos um jogo de duplas.  Guga e Meligeni vão jogar juntos, vão formar uma dupla.
2a) Se Guga vai jogar CONTRA Meligeni, teremos um jogo de simples. Guga e Meligeni serão adversários.

Um dos que FOI ou FORAM…?
Leitor quer saber: “Robinho é um dos que FOI CONVOCADO ou FORAM CONVOCADOS pelo técnico da nossa seleção?
Leitor me alerta: “Várias gramáticas e manuais de redação dizem: Quando o sujeito é o relativo QUE precedido da expressão UM DOS…, o verbo pode concordar na 3a pessoa do singular ou do plural, indiferentemente.”
Eu também pensava assim, mas hoje estou convencido que devemos usar o verbo sempre no plural. Você diria que “Robinho é um dos jogadores CONVOCADO”? É lógico que não. Se “Robinho é um dos jogadores CONVOCADOS”, devemos dizer que “Robinho é um dos que FORAM COVOCADOS pelo técnico da nossa seleção”.
O meu raciocínio é o seguinte: dentre os jogadores que FORAM CONVOCADOS para a seleção, Robinho é um deles.
Observe outro exemplo. Ninguém diria que “Lucas é um dos jogadores mais batalhador”. Se ele é um dos mais BATALHADORES, é porque “Lucas é um dos jogadores que mais BATALHAM”.
Portanto, adjetivo e verbo no plural.
Fonte: G1

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Alzheimer revertido pela primeira vez

Pela primeira vez, foi revertida a doença de Alzheimer em pacientes com a doença, há mais de um ano. Os cientistas usaram a técnica de estimulação cerebral profunda, que usa elétrodos para aplicar pulsos de eletricidade diretamente no cérebro.
p>Investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderados por Andres Lozano, aplicaram estimulação cerebral profunda em seis pacientes.
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer.
Nos outros quatro, foi parado o processo de deterioração.
Nos portadores de Alzheimer, a região do cérebro conhecida como hipocampo é uma das primeiras a encolher.
O centro de memória funciona no hipocampo, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo.
Desta feita, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Durante a investigação, a equipa de cientistas canadianos instalou os dispositivos no cérebro de seis pessoas que tinham sido diagnosticadas com Alzheimer, há, pelo menos, um ano.
Assim, colocaram elétrodos perto do fórnix, conjunto de neurónios que carregam sinais para o hipocampo, aplicando, depois, pequenos impulsos elétricos, 130 vezes por segundo.
Após 12 meses de estimulação, um dos pacientes teve um aumento do hipótalamo de 5 por cento e, outro, 8 por cento.
Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida a doença.
Os cientistas têm, contudo, ainda de conhecer mais sobre o modo como a estimulação funciona no cérebro.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Brasileira usa protozoário da doença de Chagas em vacina contra o câncer

O Trypanosoma cruzi, protozoário que causa a doença de Chagas, pode ser a chave para a criação de uma vacina contra o câncer, segundo um estudo publicado por uma cientista brasileira na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (21). O trabalho é fruto da pesquisa de doutorado de Caroline Junqueira na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Para entender como pode existir uma vacina contra o câncer, é preciso compreender primeiro como o corpo tenta se defender da doença. As células cancerosas produzem uma proteína chamada "antígeno tumoral", que as demais células não produzem. Quando o sistema de defesa do corpo percebe a presença dessa proteína, gera uma resposta direcionada contra ela.

“Um dos aspectos mais difíceis do combate ao câncer é induzir no sistema imunológico uma resposta eficiente e duradoura”, conta Ricardo Gazzinelli, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas. Foi ele o professor que orientou a pesquisa de Caroline Junqueira na UFMG.
As características do Trypanosoma cruzi levaram à sua adoção na pesquisa. “O que a gente sabe é que o T. cruzi produz uma resposta imune muito forte”, diz o pesquisador. “O tipo de resposta que ele induz é exatamente o mesmo que induz tumores”.

A equipe conseguiu desenvolver uma cepa – subtipo – bem mais fraca do protozoário, que não chega a provocar doença nem infecção, mas que induz uma resposta do corpo. Além disso, os cientistas promoveram uma alteração genética no T. cruzi.

Eles colocaram no protozoário o gene responsável pela produção de um antígeno tumoral chamado NY-ESO-1. Assim, o T. cruzi transgênico gera uma memória no sistema imunológico, que passa a destruir tumores rapidamente.

A técnica funciona não só na teoria, mas também nos testes com camundongos. Os animais que receberam a vacina ficaram protegidos contra o melanoma, um tipo de tumor de pele.
“Nós acreditamos que pode funcionar com outros tipos de tumores”, afirma Gazzinelli.

Diferentes tumores produzem diferentes tipos de antígenos. Segundo o pesquisador, uma vacina polivalente que inclua cinco antígenos deve proteger contra cerca de 90% dos cânceres.

“Isso pode dar uma luz de como se deve desenvolver uma vacina para o câncer”, conclui Gazzinelli, com a cautela que toda descoberta merece. “Se vai ou não passar para os testes em humanos ainda precisa ser discutido”.
Fonte: G1

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Médicos encontram ponto fraco de tumor agressivo de próstata


Um remédio que já está sendo testado para outros tipos de tumores é capaz de reduzir também uma variedade agressiva de câncer de próstata, segundo resultados apresentados nesta quinta-feira (17) pela Escola de Medicina de Weill Cornell, nos Estados Unidos, na revista especializada "Cancer Discovery".
O medicamento, de acordo com o grupo liderado por Mark Rubin, atinge o “calcanhar-de-Aquiles” de um tumor conhecido como “câncer de próstata neuroendócrino”. Embora ele corresponda a menos de 2% dos casos de tumor de próstata, é um dos tipos mais agressivos da doença.
Outro ponto importante é que tumores mais comuns na região costumam ser tratados com terapia hormonal. Na maioria deles, o tratamento reduz o câncer. Em alguns, no entanto, o hormônio pode fazer o tumor “virar” neuroendócrino.
A equipe descobriu uma vulnerabilidade genética nesse tipo de tumor. E uma vulnerabilidade genética para qual espera-se que tenhamos um tratamento a médio prazo.
Em testes em laboratório e em animais, a medicação foi capaz de reduzir o tamanho do tumor rapidamente. Agora, a equipe pretende testar sua eficácia em seres humanos.
Fonte:G1
 
 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Dicas de Português

 
OBRAS-PRIMAS ou OBRAS-PRIMA?


 O certo é OBRAS-PRIMAS.

Se a palavra composta, com hífen, é constituída de um substantivo e um adjetivo (ou adjetivo + substantivo), os dois elementos vão para o plural: altas-rodas, altos-fornos, altos-relevos, amores-perfeitos, batatas-doces, boas-novas, boias-frias, cabeças-chatas, cachorros-quentes, dedos-duros, guardas-civis, matérias-primas, meias-luas, meios-fios, ovelhas-negras, peles-vermelhas, puros-sangues…


DESMISTIFICAR ou DESMITIFICAR?
DESMISTIFICAR = “desfazer uma mistificação ou impostura. Desmoralizar-se, desmascarar-se.” (Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa, elaborado por Antenor Nascentes)
DESMITIFICAR = “desfazer a mitificação existente acerca de pessoa ou coisa.” (Dicionário Larousse)
Os dois verbos estão registrados no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, entretanto o verbo DESMITIFICAR não aparece em muitos dicionários.
A diferença prática, no meu modo de ver, é a seguinte:
DESMISTIFICAR é “acabar com uma farsa”;
DESMITIFICAR é “deixar de ser mito”.

 “ALUGA-SE ou ALUGAM-SE apartamentos?”
O certo é “ALUGAM-SE apartamentos”.
A presença da partícula apassivadora “SE” faz a frase ser passiva, ou seja, o sujeito é quem sofre a ação do verbo(= apartamentos), e não quem pratica a ação de alugar. É o mesmo que eu dissesse que “apartamentos são alugados”.
Em “VENDE-SE este carro”, o verbo fica no singular porque o sujeito (=o carro) está no singular; em “VENDEM-SE carros usados”, o verbo vai para o plural porque o sujeito (=carros usados) está no plural. Correspondem a: “Este carro é vendido” e “Carros usados são vendidos”.

“PRECISA-SE ou PRECISAM-SE de operários?”
O certo é “PRECISA-SE de operários”.
Neste caso, a partícula “SE” tem a função de tornar o sujeito indeterminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece obrigatoriamente no singular: “Necessita-se de profissionais competentes”; “Acredita-se em discos voadores”; “Aspira-se a grandes vitórias”.
É interessante notar a presença da preposição: “precisa-se de”, “necessita-se de”, “acredita-se em”, “aspira-se a”. Isso é uma indicação de que a partícula “se” é indeterminadora do sujeito.

Crase sem crise
1. Vou a casa ou à casa?
O certo é: “Vou a casa.”
A sua própria casa não “merece” artigo definido.
Observe: Se “você vem DE casa” ou se “você ficou EM casa”, só pode ser a sua própria casa.
OBSERVAÇÃO 1 – Qualquer outra casa vem antecedida de artigo definido. Isso significa que haverá crase:
“Vou à casa dos meus pais.” (=volto DA casa dos meus pais)
“Vou à casa de Angra.” (=volto DA casa de Angra)
“Vou à casa José Silva.” (=volto DA casa José Silva)
“Vou à casa do vizinho.” (=volto DA casa do vizinho)
“Vou à casa dela.” (=volto DA casa dela)
OBSERVAÇÃO 2 – Não haverá crase somente quando a palavra CASA estiver sem nenhum adjunto: “Ele ainda não retornou a casa desde aquele dia.”

Teste de ortografia

Assinale a opção que completa corretamente as lacunas da frase “Tive um ____ pressentimento, _________ não saí de casa.”
(a) mal – por isso; 
(b) mau – porisso; 
(c) mau – por isso; 
(d) mal – porisso.

Resposta do teste: letra (c). Um MAU pressentimento é contrário de um BOM pressentimento. Não esqueça o velho macete: MAU se opõe a BOM e MAL é o contrário de BEM. E você sabe quando é que se escreve “porisso” junto? Só quando você escreve errado. “Porisso” não existe. Devemos escrever POR ISSO sempre separado.
Fonte: G1

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dicas de Português

 
Um ou uma telefonema?

Telefonema é um substantivo masculino. Devemos, portanto, dar um telefonema.
As palavras terminadas em “-ema”, geralmente de origem grega, são masculinas: o problema, o estratagema, o trema, o telefonema…
Nem todas as palavras terminadas em “a” são femininas. Não esqueça que “a grama” é a relva e que “o grama” refere-se à massa (peso): mil gramas = um quilograma.
um telefonema para a mercearia e peça duzentos gramas de mortadela.


A NÍVEL DE ou EM NÍVEL DE?

Muitos leitores querem saber qual é a forma correta: “A nível de ou em nível de usuário de informática…”?
É a “famosa” dúvida de nada com coisa alguma. Não há “níveis”. Ninguém está se referindo ao “nível” dos usuários de informática.
Dependendo do restante da frase, poderíamos usar:
“Como usuário de informática…”
“Quanto ao usuário de informática…”
“Em referência ao usuário de informática…”
“Sendo usuário de informática…”
Quando houver “níveis”, podemos usar a forma “EM NÍVEL”:
“São problemas a serem resolvidos em nível federal.”
A expressão “a nível de” não passa de um modismo linguístico, totalmente desnecessário, principalmente por ser usado em situações em que não há “níveis”:
“O problema só será resolvido a nível de reunião” (basta: “só será resolvido em reunião”);
“O projeto ainda está a nível de discussão” (basta: “ainda está sendo discutido ou em fase de discussão”).

NÃO-CONFORMIDADE ou NÃO CONFORMIDADE?
Embora alguns autores contestem a tendência de usarmos o advérbio “não” no papel de prefixo, não podemos fechar os olhos à realidade.
Antes do novo acordo ortográfico, a tendência era seguir as seguintes regras:
1) “Quando o ‘não‘ funciona como autêntico prefixo, equivalente a ‘in-’, liga-se ao substantivo mediante hífen. Portanto: o não-conformismo, o não-comparecimento, a não-intervenção, o não-pagamento, a não-quitação, a não-flexão.
2) Quando, porém, o ‘não‘ antecede adjetivo não há hífen. Portanto: não descartável, não durável, não flexionado, não resolvido…”
Assim sendo, o correto era NÃO-CONFORMIDADE com hífen, pois conformidade é substantivo.
Essa polêmica toda acabou. O novo acordo ortográfico decretou o fim do hífen com o elemento “não”, seja advérbio de negação ou fazendo papel de prefixo.
Devemos escrever sem hífen: organização não governamental, tratado de não agressão, diante do não pagamento, o relatório apresentou muitas não conformidades…

DISPONIBILIZAR?

“Afinal, disponibilizar virou verbo, ou não? Ou trata-se de mais um modismo que com o tempo acaba incorporando-se à língua, sem lembrarmos mais da origem?”
A dúvida se devia ao fato de, embora muito usado, principalmente no meio empresarial, não haver registro do tal verbo em nossos dicionários. Não aparecia nem Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras em 1998.
O problema acabou. As novas edições de nossos dicionários e a última edição do VOLP registram finalmente o verbo DISPONIBILIZAR (= tornar disponível).


MELHOR ou MAIS BEM?
Leitora pergunta: “O certo não é usar, antes de particípio, mais bem e mais mal em vez de melhor e pior ?”
Este caso é polêmico. Para alguns autores, o certo é “melhor distribuídos”; outros afirmam que o certo é “mais bem distribuídos”; e há ainda os que dizem que é um caso facultativo.
Costumo não reduzir o caso a uma discussão de certo ou errado. Para agilizar o nosso trabalho, simplificamos o fato: diante de qualquer particípio, devemos usar “mais bem” ou “mais mal”.
Como ninguém diria que “Ronaldinho é o jogador brasileiro melhor pago” ou que “o trabalho foi pior feito”, preferimos usar “mais bem” e “mais mal” diante de qualquer particípio: “Ronaldinho é o jogador brasileiro mais bem pago”, “O trabalho foi mais mal feito”, “Ele está mais bem preparado”, “O corredor mais bem colocado”…
Assim sendo, a nossa leitora tem razão em sua crítica. Devíamos ter escrito: “Negócios serão mais bem distribuídos”.

Fonte: G1

domingo, 6 de novembro de 2011

Conheça os alimentos que curam doenças

O poder dos alimentos para manter a saúde é comprovado, mas nem sempre a gente valoriza o que põe no prato. Problemas como insônia e TPM podem ser aliviados com o cardápio certo. CLAUDIA traz aqui recomendações de profissionais da nutrição. “Como cada organismo é único, porém, nem todos reagem da mesma maneira”, diz o homeopata Paulo Rosenbaum, autor de Novíssima Medicina (Organon). “Se os sintomas persistem, o acompanhamento médico é indicado para individualizar o tratamento.”

Rinite alérgica
Ambientes fechados ou floriculturas são armadilhas para os alérgicos. O acúmulo de pó e o pólen das flores provocam espirros e coriza porque a mucosa nasal inflama e produz secreção para proteger o organismo. A nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo, sugere o consumo de abacaxi e agrião. “Chamamos de alimentos mucolíticos: possuem substâncias que quebram o muco e facilitam a respiração.”
Azia e gases
Uma xícara de chá de alecrim pela manhã reduz sintomas de azia. Sandra Chemin, do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, e autora do Tratado de Alimentação, Nutrição & Dietoterapia (Roca), explica que as propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias da erva protegem a mucosa estomacal. O alecrim ou espinheira-santa em infusão são ótimos para aliviar gases.

Colesterol
A maçã tem pectina, fibra que auxilia na diminuição do colesterol plasmático, um dos principais responsáveis por problemas cardiovasculares. E uma colher de aveia no cardápio diminui a absorção de gorduras e favorece sua eliminação. Mas Sandra adverte: colesterol alto exige corte radical de gorduras. Elimine frituras e troque o leite integral pelo desnatado, por exemplo.

Hipertensão
Entre os fatores que podem provocar o aumento da pressão arterial, está a rigidez da parede das veias, dificultando a circulação sanguínea. Cigarro, stress, excesso de gordura e de sal podem disparar o problema. Andrea Bottoni, coordenador da equipe de nutrologia da Unidade Anália Franco do Hospital São Luiz, em São Paulo, aconselha a controlar o consumo de sódio, lembrando que “o sal está presente em alimentos industrializados e embutidos”. Vanderlí sugere incluir frutas vermelhas e amarelas no cardápio.

Cólicas
Uma xícara de chá de losna é a salvação para cólicas menstruais. A planta é encontrada em farmácias especializadas e tem óleos com capacidade anti-inflamatória e analgésica. Outra boa pedida é o chá de arruda.

Intestino preso
O segredo é ingerir fibras. Abóbora cozida, semente de linhaça e brócolis são ótimas fontes. As folhas verdeescuras, como escarola e almeirão, têm inulina, uma das fibras mais eficazes no estímulo da função intestinal. Para quem gosta de mingau, o farelo de aveia é uma opção. Andrea Bottoni lembra que a principal causa do intestino preso é a má alimentação. “Troque salgadinhos, como esfiha, por frutas ou hortaliças.”

Insônia e ansiedade
Os alimentos não têm o poder de curar a insônia, mas podem aliviar o problema, com a ajuda do triptofano. Esse aminoácido, presente nas proteínas, quando associado ao carboidrato, favorece a produção de serotonina, neurotransmissor que participa da produção de melatonina, hormônio indutor do sono. O conselho é incluir arroz e pão integrais, leite, nozes e lentilha no cardápio. Contra a ansiedade, uma receita saborosa: misture banana-nanica e iogurte – ambos contêm triptofano, que age como um calmante natural.

Desânimo
Pode parecer clichê, mas a melhor injeção de ânimo é um café da manhã completo. Uma mesa com cereais, fibras e frutas (frescas ou secas) pode ajudar a “acordar” a glândula suprarrenal, responsável pela regulação do cortisol, hormônio associado ao stress. Para estimular a oxigenação dos tecidos e garantir o entusiasmo, nas demais refeições inclua ferro e vitamina B, com alimentos como lichia e verduras de folhas escuras.

Tensão pré-menstrual
“Estudos comprovam os efeitos benéficos dos derivados da soja, como tofu, leite de soja ou missô, ingrediente da culinária japonesa, para suavizar as mudanças hormonais”, afirma Rosenbaum. Vanderlí sugere também adicionar frutas vermelhas ao lanche. Os dois grupos de alimentos auxiliam no equilíbrio do estrógeno e amenizam os sintomas da TPM. Sandra propõe complementar a dieta com fontes de vitamina B6, como batata, banana e cereais integrais, além de cálcio, encontrado no leite e derivados, e magnésio, presente nas castanhas.

Depressão
“O regime alimentar, nesse caso, precisa servir como estímulo para a pessoa voltar à vida criativa”, diz Rosenbaum. O homeopata destaca a importância de investigar a origem do problema, como anemias. Para evitar a falta de vitaminas e minerais, que acelera o processo depressivo, recomenda o consumo de frutas. A boa notícia para algumas pessoas é que chocolate amargo tem o mesmo papel. Ele contém anandamida, substância que diminui a sensação de tristeza e reduz os níveis de hormônio do stress.
Fonte: abril.com.br