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sábado, 11 de junho de 2011

Diabetes

Ser diabético implica saber o que é a diabetes, as suas consequências e o que fazer para ser mais fácil viver com a doença. Quando não con­trolada surgem complicações que é sempre possível prevenir. Também é preciso que os doentes se comprometam com a sua saúde.
A diabetes é uma doença crónica que aparece quando o organismo não consegue utilizar a sua principal fonte de energia – a glucose – um açúcar produzido pelo fígado, mas também fornecido pela alimentação.
Para a glucose penetrar nas células é preciso insulina, uma hormona produ­zida pelo pâncreas, que vai transformar a glucose em energia. Quando há falta de insulina ou quando o organismo é resistente à sua acção, a gluco­se acumula-se no sangue. Surge então a diabetes.
São dois os tipos principais de diabetes:
Diabetes tipo 1Ocorre quando o organismo não produz insulina, surge quase sempre antes dos 30 anos. O tratamento requer sempre a adminis­tração de insulina, a par de uma alimentação adequada e exercício físico;
Diabetes tipo 2 Ocorre quando a insulina produzida é insuficiente ou quando não é eficaz. Aparece, normalmente, após os 30 anos, podendo ser controlada com uma alimentação adequada, exercício físico regular e, se necessário, medicamentos. Corresponde à maioria dos casos;
Quando a glucose no sangue – glicemia – ultrapassa os valores normais, podem surgir alguns sinais e sintomas. Nem todas as pessoas os sentem, mas os mais comuns são:
Ter muita sede;
Urinar com mais frequência;
Ter muita fome;
Cansaço invulgar;
Perder peso rapidamente;
Dificuldade progressiva em ver;
Dificuldade em sarar feridas;
Infecções frequentes (como, por exemplo, infecções urinárias e vaginais).
Isolados ou em conjunto, estes sinais fazem suspeitar de diabetes. Uma dúvi­da que se esclarece com uma medição da glicemia. Os valores normais de glicemia são:
Menos de 110 mg/dl em jejum;
Menos de 140 mg/dl duas horas após as refeições.
Medir a glicemia é essencial, pois pode-se ter diabetes e não sentir nada.
Qualquer pessoa pode ter diabetes, mas tem maior risco se:
Tiver excesso de peso ou obesidade;
Antecedentes familiares de diabetes;
Não praticar actividade física regular;
For hipertenso;
For mulher e tiver tido diabetes na gravidez ou um filho com quatro ou mais quilos à nascença.
Por enquanto a diabetes não tem cura. Mas é possível controlá-la e viver com qualidade apesar da doença. Controlar a doença significa prevenir as suas complicações.
As principais complicações da diabetes são:
Cegueira;
Doença cardíaca;
Problemas circulatórios;
Problemas renais;
Alteração da sensibilidade nos pés;

A sensibilidade dos pés dos diabéticos

Os pés dos diabéticos são particularmente vulneráveis, sobretudo quan­do se conjugam alterações ao nível dos nervos e dos vasos sanguíneos. Num “pé diabético” mesmo as lesões mais simples podem piorar rapi­damente e causar complicações graves, pelo que é preciso saber iden­tificar as principais fontes de problemas:

Alterações na pelecom o tempo, a pele pode tornar-se muito seca, descamar e gretar;

Calos e calosidadessão mais comuns nos diabéticos e desenvolvem-se muito depressa, podendo ser causados por problemas nos ossos, pela colocação incorrecta do pé no chão e pelo uso de calçado desajustado; devem ser removidos sob pena de engrossarem, gretarem e darem ori­gem a feridas abertas (úlceras);

Úlceras (feridas abertas) surgem com mais frequência na sola do pé, junto ao dedo grande e por baixo dele; se não tratadas, podem infectar, causar gangrena e levar à necessidade de amputação;

Má circulaçãodeve-se ao estreitamento e endurecimento dos vasos san­guíneos que servem as pernas e os pés; tal torna mais difícil lutar contra as infecções e as feridas demoram mais a sarar;

Neuropatiainsensibilidade do pé à dor, ao frio e ao calor, o que favore­ce o aparecimento de lesões. O diabético, por falta de sensibilidade à dor, pode ferir-se ou queimar-se e não sentir nada;

Infecções muito comuns nos diabéticos, manifestam-se através de alte­rações na cor da pele e unhas, na temperatura e no odor dos pés;

Ao menor sinal de feridas, cortes, bolhas, gretas, zonas avermelhadas, inchaço, entre outras situações, deve pedir de imediato conselho ao seu far­macêutico ou ao seu médico.
Se estes problemas não forem detectados e tratados a tempo podem desencadear lesões irreversíveis que, no extremo, podem culminar na amputação do pé.
Quando se é diabético, com os pés todos os cuidados são poucos:
Observe os pés todos os dias – sem esquecer a sola, o calcanhar e a zona entre os dedos, se necessário com a ajuda de um espelho ou de outra pessoa;
Mantenha uma higiene adequada lave-os diariamente com água morna e sabão, de preferência antes de se deitar; verifique a temperatura da água antes de colocar os pés; seque-os bem com uma toalha macia e sem esfregar, insistindo entre os dedos: a humidade favorece as micoses da pele e das unhas;

Mantenha a pele maciaaplique um creme hidratante para prevenir a pele seca, mas não entre os dedos;
Corte as unhas correctamentea direito, deixando os cantos livres para evitar que encravem; utilize um alicate próprio, uma tesoura de bicos redondos ou uma lima de cartão; se tiver as unhas rijas e secas, amoleça­ as antes de as cortar;
Cuide dos calos e calosidadesevite que se desenvolvam com a ajuda de um sabonete pedra-pomes e de um creme hidratante; retire-os com uma lima própria depois de amolecidos; não os corte, pois pode provocar lesões na pele e, com elas, originar uma infecção; não use calicidas; e se tiverem uma zona avermelhada à volta, não tente removê-los – vá ao médico;

Use calçado adequadomacio, confortável e adequado ao tamanho do pé; com­pre ao final do dia e, enquanto forem novos, use-os por curtos períodos, de modo a prevenir o aparecimento de bolhas e de outras lesões; antes de se calçar, verifique se não existem no interior objectos que possam magoar os pés; não use sandálias nem ande descalço;
Use meias macias, de algodão e sem costuras e, de preferência, claras; assim é mais fácil detectar a existência de um ferimento;
Aqueça os pés mas com cuidadocom meias de lã, nunca com sacos de água quente, escalfetas ou aquecedores; mantenha os pés longe de larei­ras dado o risco de se queimar e não sentir dor;

Materia completa no site abaixo:
Fonte: http://www.mulhercriativa.com.br/dicas/dicas-de-beleza/compreender-a-doenca-diabetes

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