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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Biossensor permite medir efeito de medicação no coração em tempo real



Pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram um biossensor baseado em células, portátil e com boa relação custo-benefício para a detecção em tempo real da cardiotoxicidade usando um sensor de imagem de uma webcam. Levaram cardiomiócitos derivados de células-tronco de rato e introduziram as células a diversas drogas. Usando o biossensor, os pesquisadores foram capazes de acompanhar o ritmo da batida dos cardiomiócitos em tempo real e de detectar quaisquer alterações induzidas pelo medicamento nas taxas de batida. 
A tecnologia fornece uma abordagem simples para realizar estudos de avaliação dos efeitos das diferentes drogas em células cardíacas. A cardiotoxicidade é um problema significativo no desenvolvimento do medicamento, com mais de 30% dos medicamentos retirados do mercado entre 1996 e 2006, por problemas relacionados à disfunção cardíaca. "Avaliar os efeitos tóxicos de drogas novas durante as fases iniciais de seu desenvolvimento pode acelerar o processo de descoberta da droga, resultando em economia significativa de custo e de tempo, levando à descoberta mais rápida de um tratamento", disse Ali Khademhosseini, PhD, do Centro de Engenharia Biomédica no Departamento de Medicina do BWH. "
Esta tecnologia pode também desempenhar um papel na medicina personalizada ", disse Sang Bok Kim, PhD, pesquisador da Divisão Renal no BWH. "Primeiro extraem-se células somáticas dos pacientes as quais podem ser reprogramadas para células-tronco pluripotentes (iPS). Em seguida, estas células iPS podem se diferenciar em células cardíacas a serem estudadas, o biossensor pode monitorar as células cardíacas enquanto são introduzidas a uma medicação, oferecendo um vislumbre de como as drogas podem afetar o coração do indivíduo e, assim, modelar o plano de tratamento para essa pessoa".
A monitorização de células cardíacas no passado exigia o uso de equipamentos caros que tinham uma área de medição limitada. Esse biossensor de baixo custo (menos de US $ 10) é compatível com equipamentos convencionais, mas permitirá estudos confiáveis, ainda mais rápidos e com melhor custo-benefício.
"Nosso próximo objetivo é combinar nosso sensor de detecção com os nossos dados de micropoços e realizar estudos de triagem de milhares de medicamentos para as células cardíacas, simultaneamente, de forma rápida e confiável," disse o Dr. Khademhosseini.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Hepatite B pode não apresentar sintomas, mas causar câncer no fígado

A hepatite B é uma infecção nas células do fígado causada por um vírus. Ela é transmitida através do contato com sangue ou fluidos corporais de alguém infectado. O vírus da hepatite é bastante resistente, podendo sobreviver sete dias em ambiente externo. A doença é misteriosa: é possível ter hepatite B e não saber. Se você não apresentar nenhum sintoma, vai achar que está apenas gripado. Enquanto isso, o vírus vai inflamando seu fígado e você pode ser um transmissor da doença sem saber.
Nesta semana, o Ministério da Saúde anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o número de grupos priorizados para a vacinação contra a doença. Antes, a vacinação gratuita contra hepatite B era dada em recém-nascidos, crianças e adolescentes de até 19 anos. 
Com a mudança, serão beneficiados gestantes após o terceiro mês de gravidez, manicures, pedicures, podólogos, mulheres que tem relações sexuais com mulheres, travestis, caminhoneiros, portadores de doenças sexualmente transmissíveis e doenças do sangue, além das populações de assentamentos e acampamentos. Foram compradas mais de 18 milhões de doses da vacina do Instituto Butantã, do Estado de São Paulo, além das 15 milhões que já eram usadas todos os anos. Clique no link abaixo e entenda quais os sintomas e como se prevenir: 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nove alimentos para deixar a imunidade nas alturas

Sua imunidade anda baixa? Ou, melhor ainda, você não quer dar chance para que nenhum mal afete a sua saúde? Aposte em um prato de comida bem equilibrado, principalmente com os ingredientes certos. "Os alimentos são ricos em vitaminas, minerais e outras substâncias que auxiliam na manutenção do sistema imunológico", afirma Ioná Zalcman, mestre em nutrição pela Universidade Federal de São Paulo. De acordo com a nutricionista, atingir a recomendação diária de consumo de frutas e vegetais já garante uma defesa melhor. "O consumo deve ser de cinco porções por dia: três frutas e dois vegetais", completa. A seguir, confira a lista de campeões da blindagem e conheça os motivos que tornam esses alimentos poderosos aliados do organismo.

Frutas cítricas, como laranja, acerola, kiwi, tomate, além de brócolis, couve e pimentão verde e vermelho são ricos em vitamina C, antioxidante que aumenta a resistência do organismo.
Vegetais - Foto: Getty Images
Vegetais verdes escuros (brócolis, couve, espinafre), feijão, cogumelo (shimeji) e fígado são alguns dos alimentos que apresentam ácido fólico. O nutriente auxilia na formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo.
Leguminosas - Foto: Getty Images
Carne, cereais integrais, castanhas, sementes e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico), são ricos em zinco, nutriente que combate resfriados, gripes e outras doenças do sistema imunológico.
Noz e castanha - Foto: Getty Images
Noz, castanha, amêndoa e óleos vegetais (de girassol, gérmem de trigo, milho e canola) são ricos em vitamina E. Ela é benéfica, principalmente para os idosos, agindo no combate à diminuição da atividade imunológica por conta da idade.

Tomates - Foto: Getty Images
 Rico em licopeno, o tomate é forte aliado para combater doenças cardiovasculares, removendo radicais livres do organismo.
Comida Japonesa - Foto: Getty Images

O ômega-3 presente, por exemplo, no azeite e no salmão, auxilia as artérias a permanecerem longe de inflamações, ajudando a imunidade do corpo.
  Cogumelos - Foto: Getty Images
A castanha-do-Pará e cogumelos (Champignon) contêm selênio, um forte antioxidante que combate os radicais livres, melhorando a imunidade do corpo e acelerando a cicatrização do organismo.
Gengibre - Foto: Getty Images
 Rico em vitaminas C, B6 e com ação bactericida, o gengibre vai além de ajudar a tratar inflamações da garganta e auxilia nas defesas do organismo.
Pimentas - Foto: Getty Images
 A pimenta é fonte de betacaroneto, substância que se transforma em vitamina A, nutriente que protege o organismo de infecções.

sábado, 30 de abril de 2011

13 alimentos que controlam o colesterol alto


A dupla hábitos alimentares saudáveis e prática regular de exercícios físicos é capaz de manter as taxas de colesterol bom (HDL) e ruim (LDL) em perfeito equilíbrio, afastando de perto o risco de infarto e derrame cerebral, além de outras doenças como o Mal de Alzheimer. Quem sofre com o problema sabe bem que a solução para este mal não está nas pílulas. Nem que você siga à risca os horários e as doses dos remédios, sem controlar a alimentação, as taxas de colesterol jamais entram nos eixos. Mas o contrário até pode acontecer: há quem aprenda a montar pratos saudáveis e, desta forma, passe longe da farmácia. A seguir, confira a lista de alimentos, para encampar uma batalha contra o colesterol alto e sair vencedor (sem, é claro, abrir mão de comer bem).

Clique no link abaixo e saiba mais sobre o assunto

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dor de cabeça


A cabeça lateja e a dor que começa fraquinha muitas vezes cresce até ganhar uma intensidade maior. Quem sofre com dores de cabeça não está sozinho nesse desconforto. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, aproximadamente 35 milhões de brasileiros sofrem com esse problema. De acordo com a SBC, temperaturas maiores do que 30 graus causam uma dilatação nas artérias do couro cabeludo, provocando dor de cabeça nas pessoas que são propensas a terem enxaquecas. Somado a isso, o nosso corpo passa por mudanças mais bruscas de temperatura sempre que entramos em cômodos com ar condicionado.

Além dos problemas com temperaturas, a falta de cuidados simples, como a alimentação e as noites mal dormidas, aumenta significantemente os casos de dor de cabeça. Segundo a SBC, muitas crises poderiam ser evitadas. Veja agora se você sabe como se prevenir da dor de cabeça.


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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Você cuida da saúde da sua voz?



Seja em casa, no trabalho, com os amigos ou mesmo cantando embaixo do chuveiro, o fato é que utilizamos a voz em diversos momentos da vida. No entanto, é comum deixarmos de lado cuidados essenciais para manter a saúde das pregas vocais, as grandes responsáveis pela fala. "Como toda musculatura, as pregas precisam ser fortalecidas com exercícios e muito cuidado, senão a voz um dia pode falhar", explica a fonoaudióloga Thays Vaiano. As complicações podem ser até mais graves, como formação de nódulos ou laringite. Faça o teste a descubra se os seus hábitos garantem ou comprometem a qualidade da fala. 

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Você sabe controlar a pressão alta?


A hipertensão é um mal que cada vez mais atinge a população brasileira. Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (26), a porcentagem de brasileiros diagnosticados com a doença é de 23.3% em 2010. Embora tenha havido uma queda de 1.1 ponto percentual em relação à 2009, com 24.4% da população hipertensa, nos últimos cinco anos os números aumentaram, passando de 21,6%, em 2006, para 23,3%, em 2010. A proporção de hipertensos é maior entre mulheres (25,5%) que entre homens (20,7%).

Uma pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9. Apesar de ser considerado um mal crônico, a pressão alta pode ser controlada por meio de hábitos saudáveis. Você sabe controlar sua hipertensão? Faça o quiz e descubra como estão seus conhecimentos sobre a doença. 

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Fonte: Yahoo / Beleza e Saúde
 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda


Começa nesta segunda-feira (25) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A ação, que se estende até 13 de maio em 65 mil postos pelo país, pretende imunizar 23,8 milhões de pessoas – 80% da população alvo.
Segundo o governo, a partir deste ano, além de idosos e populações indígenas, deverão ser imunizadas crianças entre 6 meses e 2 anos, gestantes e profissionais da saúde. A ampliação do público da campanha foi estabelecida porque as complicações da influenza (pneumonias bacterianas ou agravamento de doenças crônicas já existentes, como diabetes e hipertensão) são mais comuns nesses grupos.
A vacina a ser distribuída protege contra os três principais vírus que circulam no hemisfério sul, entre eles o da influenza A (H1N1).Para a realização da campanha, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 32 milhões de doses da vacina contra a influenza.
Para a vacinação de crianças, a orientação do Ministério da Saúde é que os pais levem seus filhos duas vezes aos postos de vacinação, para a aplicação de meia dose em cada vez. É essencial que a criança retorne ao posto de saúde 30 dias após receber a primeira dose da vacina para que seja aplicada a segunda dose.
A vacina é segura, segundo o Ministério. Apenas não devem ser imunizadas pessoas com alergia à proteína do ovo. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos, seja por problemas genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora, devem consultar um médico antes da vacinação.

sábado, 23 de abril de 2011

Ameaça de superbactérias é problema sério de saúde pública


Há cerca de duas semanas, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a incidência de infecções por superbactérias resistentes a drogas atingiu níveis sem precedentes em todo o planeta. O sério problema já ameaça criar um cenário de proliferação de infecções incuráveis, e no Brasil as consequências desta realidade já começam a ser sentidas.
Segundo o chefe da área de infectologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), professor Francisco Hideo Aoki, a mobilidade de pessoas por todo o mundo hoje põe em risco os países, e uma vigilância preventiva seria necessária - além das medidas de bloqueio, ações simples como lavar as mãos podem ajudar muito no combate ao avanço desses organismos.
"Possibilidade há (de epidemias globais), com o fenômeno da globalização e com as pessoas cruzando o mundo em 24 horas no máximo", diz Aoki. "Por enquanto, não há antibióticos para tratamento destas infecções. E como por enquanto estes processos infecciosos estão restritos, é preciso ter uma vigilância muito grande de ordem epidemiológica para contenção do espalhamento destas bactérias pelo planeta. E pode, sim, ser um problema sério de saúde pública", afirma.
Em 2010, a superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) causou medo no Brasil após infecções em hospitais espalhados pelo país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o controle sobre receitas médicas de antibióticos, na tentativa de conter o avanço da KPC.
Segundo Aoki, essa superbactéria parece estar atualmente sob controle. "A situação está aparentemente melhor, com as vigilâncias das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar locais", diz o médico.
Porém casos de infecções por superbactérias continuam nos noticiários. Na última semana, o Ministério Público (MP) de Alagoas instaurou inquérito civil para apurar mortes no Hospital Universitário (HU) supostamente ligadas a infecções provocadas pela superbactériaAcinetobacter baumannii.
Outra superbactéria que causa de preocupação mundial é a NDM-1. Ela chegou ao Reino Unido vinda de Nova Délhi (Índia) em 2010.
"A NDM-1, cujo nome é Nova Délhi Metalo-lactamase-1, é um grupo de bactérias que desenvolveram resistência a antibióticos avançados, que tem na sua conformação molecular o anel betalactâmico, e esta enzima a NDM-1 age contra este anel, resumidamente produzindo resistência a este antimicrobiano", falou Aoki.
O professor afirma que infecções causadas por esta bactéria podem atingir qualquer parte do corpo do ser humano e são de difícil tratamento com os antimicrobianos existentes. "Dada a intensa resistência que têm aos antibióticos, as possibilidades de tratamento ficam muito reduzidas se não forem controladas ou se não se houver uma combinação de antimicrobianos", explica.
Segundo a OMS, a cada ano mais de 25 mil pessoas morrem na União Europeia em decorrência de infecções de bactérias que driblam até mesmo antibióticos recém-lançados. Para a organização, a situação chegou a um ponto crítico em que é necessário um esforço conjunto urgente para produzir novos medicamentos. 

Fonte: Terra/Ciência

sexta-feira, 22 de abril de 2011

10 mitos sobre alimentos

Alimentos como leite, ovo e maionese já entraram na lista de itens proibidos na cesta do supermercado de muitas pessoas, apesar de serem inocentes e até benéficos se consumidos com moderação. Teste seus conhecimentos e descubra mitos e verdades sobre uma dieta saudável. As respostas abaixo foram escritas com ajuda do endocrinologista e consultor do Bem Estar Alfredo Halpern.

Clique no link abaixo e esclareça alguns destes mitos:
http://g1.globo.com/especiais/10-mitos-sobre/noticia/2011/04/10-mitos-sobre-alimentos.html




quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cientistas apresentam maior mapeamento do cérebro humano


Após mais de 4 anos de pesquisa, cienstistas do Allen Institute for Brain Science apresentaram o maior mapeamento computadorizado de uma cérebro, em Washington, nos Estados Unidos. Eles desenvolveram uma ferramenta interativa, denominada Atlas do Cérebro Humano, que irá ajudar a entender como um cérebro funciona e pode abrir caminho para novas descobertas em relação a doenças e tratamentos.
"Até agora, um mapa definitivo do cérebro humano, com este nível de detalhamento, não existia", disse Allan Jones, CEO do instituto.
As informações utilizadas para construí-lo vêm de análises de dois cérebros humanos, por meio de obtenção de imagens por ressonância magnética e uma variação dessa técnica chamada de "imagem de tensor de difusão". Jones relatou ainda que os cérebros foram fatiados em pequenos pedaços e deles foi extraído ácido ribonucleico (RNA), que por sua vez foi utilizado para obter uma leitura de 25 mil genes do genoma humano.
Toda informação foi então conectada para criar um mapa detalhado do cérebro.
Os pesquisadores descobriram 94% de similaridade bioquímica entre os dois cérebros e que ao menos 82% de todos os genes humanos estão expressos no cérebro.
Ambos os cérebros utilizados no projeto de US$ 55 milhões eram masculinos. Isso se deve, segundo Jones, ao fato de que os cérebros escolhidos precisam que seus donos tenham morrido de maneira acidental ou de parada cardíaca, dois casos que afetam mais os homens que as mulheres. Entretanto, o cientista diz que atualmente o projeto está analisando um cérebro feminino, e, posteriormente, a ferramenta vai permitir que no mínimo 10 cérebros sejam analisados durante o processo.
"O Atlas do Cérebro Humano prevê imagens jamais antes vistas do nosso mais complexo e mais importante órgão", finalizou Jones.
Outros pesquisadores estão também tentando mapear conexões neurais em um cérebro de rato, coisa que o MRI não pode fazer. Eles fatiarão o cérebro do roedor através de imagens digitais por meio de um microscópio eletrônico automatizado. Um computador irá ler as imagens, traçar o contorno de células nervosas e empilhar as fotos em uma reconstrução 3D. Mapas como esses têm potencial ilimitado na descoberta de drogas e genética humana e podem ser um passo grande na luta contra o vício em drogas e contra doenças como esclerose múltipla e mal de Parkinson. 

Fonte: Terra/Ciência

terça-feira, 19 de abril de 2011

Nova vacina reduz danos causados por infarto em mais de 60%


Um estudo realizado na Grã-Bretanha comprovou que uma vacina aplicada em vítimas de ataque cardíaco pode reduzir em até 60% as inflamações do tecido cardíaco e os danos sobre as células do cérebro que se seguem a um infarto. Os ataques são causados pela interrupção do fluxo sangüíneo através de um coágulo ou sangramento que priva partes do corpo de oxigênio.
A maior parte dos danos a longo prazo ocorre quando a circulação se inicia novamente - e as próprias defesas do organismo atacam as células privadas de oxigênio. Esse efeito, que ocorre normalmente entre nove e 12 horas após um ataque cardíaco ou derrame, causa inflamação de grandes proporções e provoca mais de 80% dos danos permanentes sofridos.
É isso que muitas vezes leva à morte ou à redução considerável da qualidade de vida das vítimas de ataques cardíacos e derrames.
Anticorpo
Mas após uma pesquisa de sete anos, cientistas da Universidade de Leicester contam ter desenvolvido um anticorpo capaz de impedir o corpo de atacar as células privadas de oxigênio. Com isso, as células passam a ser oxigenadas normalmente e, assim, os danos permanentes são reduzidos de forma significativa.
O primeiro passo foi identificar a enzima que tem um papel chave no processo de prejudicar a imunidade do coração. Após tê-la identificado, eles desenvolveram um anticorpo para neutralizá-la.
A proteína seria tão eficaz que apenas duas injeções foram capazes de neutralizar a enzima, enquanto o coração se cura. Foram realizados testes com ratos de laboratórios e mamíferos mais desenvolvidos e o anticorpo também se mostrou eficaz em testes feitos com sangue humano. Testes da vacina com seres humanos devem começar dentro de dois anos.

Fonte: Terra/Ciência

segunda-feira, 18 de abril de 2011

EUA aprovam novo dispositivo portátil para tratar câncer de cérebro

A Administração de Drogas e Alimentos (FDA, em inglês) anunciou nesta sexta-feira a aprovação de um dispositivo portátil que interrompe a divisão de células que contribui para o crescimento e propagação de tumores no cérebro.
O dispositivo NovoTTF-100A, do fabricante israelense Novocure, foi projetado para tratar adultos com glioblastoma multiforme (GBM, em inglês), um câncer muito comum e agressivo que costuma resistir aos tratamentos cirúrgicos, quimioterapia e radiação, explicou a FDA em comunicado.
"O glioblastoma multiforme recorrente é um tipo de câncer cerebral devastador que frequentemente resiste aos tratamentos padrões", explicou o diretor da FDA responsável pela aprovação de dispositivos, Jeffrey Shuren.
Para as autoridades médicas, o sistema NovoTTF-100A, que foi aprovado com base nos resultados de um único estudo internacional com 237 pacientes, oferece novas opções de tratamento.
Até agora, o tratamento de tumores primários do cérebro consistiu em remédios, cirurgia e radiação, ou mesmo uma combinação desses elementos.
O sistema é composto de uma série de eletrodos implantados no couro cabeludo do paciente e emitem descargas elétricas de baixa intensidade para atacar o tumor cerebral.
Segundo a FDA, a forma e características elétricas das células cancerígenas em processo de divisão são suscetíveis aos chamados "Campos de Tratamento do Tumor" (TTF, em inglês), "o que poderia frear o crescimento do tumor".
O dispositivo é portátil - pesa 2,7 kg -, funciona com baterias ou com energia elétrica, e o paciente pode utilizá-lo em casa e assim continuar suas atividades diárias com normalidade, acrescentou.
O estudo internacional não demonstrou um aumento no período de sobrevivência dos pacientes que utilizaram o dispositivo, em comparação com os que se submeteram a quimioterapia. Em ambos grupos, os pacientes registraram uma média de seis meses adicionais.
O entusiasmo em torno do aparelho se deve a que os pacientes que usaram o NovoTTF-100A tiveram uma melhor qualidade de vida.
Em geral, indicou a FDA, os pacientes que foram submetidos a tratamento com o NovoTTF-100A experimentaram uma maior incidência de efeitos neurológicos secundários, incluindo convulsões e dores de cabeça, em comparação com os quais receberam quimioterapia, no entanto, os pacientes que usaram o novo sistema não reportaram problemas de náusea, anemia, fadiga, diarreia e infecções graves, como costuma ocorrer com a toxicidade da quimioterapia.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer, cada ano aproximadamente 19 mil pessoas nos Estados Unidos são diagnosticadas com câncer no cérebro. Em 2010, houve 13.140 mortes por este tipo de câncer e outros cânceres do sistema nervoso no país. 

Fonte: Terra/Ciências

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Rio: 1ª criança com coração artificial do País recebe transplante

Brasil testa aparelho bioabsorvível para desobstruir artéria




Um novo aparelho usado para desobstrução de artérias de pacientes com doenças cardiovasculares começará a ser testado no Brasil em duas ou três semanas. Trata-se de um novo tipo de stent, espécie de mola implantada dentro da artéria do doente para liberar o fluxo de sangue.
A diferença é que o novo stent é feito de um material bioabsorvível, ou seja, é absorvido pelo organismo do paciente anos depois de sua implantação e solução do problema cardíaco. Os stents usados atualmente são feitos de metal e permanecem na artéria do paciente.
A nova tecnologia é uma das inovações apresentadas no Encontro Global de Inovações em Intervenções, que reúne, em São Paulo, cardiologistas de vários países. Eles são especialistas em tratamentos que envolvem cirurgias, geralmente, utilizando catéteres implantados em pessoas com problemas cardiovasculares.
O médico Fausto Feres, chefe do Departamento de Cardiologia Invasiva do Instituto Dante Pazzanese, é um dos participantes do evento. Segundo ele, a nova tecnologia de stents é importante porque pode minimizar efeitos colaterais do uso do aparelho, como inflamações. "Os stents são colocados, promovem a abertura da artéria e, um ano ou dois após o implante, eles são absorvidos", afirmou Feres. "A obstrução não acontece mais e reduzem-se os casos de inflamação".
Feres disse que o novo stent já é usado na Europa, mas, no Brasil, ainda precisa passar por testes para ser aprovado. Isso, entretanto, não deve acontecer em menos de um ano. "Normalmente, após os estudos clínicos, isso demora um ano ou dois anos para chegar à população", afirmou.
Inovações
O médico Carlos Pedra, chefe da Seção Médica de Intervenções em Cardiopatias Congênitas do mesmo instituto, afirmou que outras inovações interessantes são debatidas no seminário. Entre elas, novas próteses para substituir válvulas do coração e outros aparelhos mais modernas para tratamento de problemas cardíacos de crianças.

Segundo Pedra, as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte no País. Por isso, é necessária o desenvolvimento de novas técnicas de tratamento, principalmente, aquelas que permitem a solução de problemas sem a necessidade de cirurgias invasivas.
"O paciente submetido à terapia por cateterismo se recupera mais rápido, fica menos tempo no hospital, volta mais rápido para o trabalho, a família fica mais contente", disse o médico sobre as vantagens das pequenas cirurgias usando catéteres.
Feres ratificou as vantagens do cateterismo e das inovações no tratamento das doenças. Ele espera que os debates e os testes das novas tecnologias facilitem a incorporação dessas terapias no rol de procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Fonte: Terra/Ciência

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Estudo: cérebro encolhe 10 anos antes de manifestar Alzheimer


Algumas partes do cérebro afetadas pelo Alzheimer começariam a encolher 10 anos antes que esta doença degenerativa incurável possa ser diagnosticada, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira nos Estados Unidos.
Embora se tratem ainda de resultados preliminares, os pesquisadores consideram que esta descoberta poderia um dia permitir, com ajuda da ressonância magnética, determinar quais são as pessoas que apresentam maior risco de desenvolver ta doença, às vezes hereditária.
Para a pesquisa, os médicos mediram com ressonâncias as zonas cerebrais geralmente afetadas pelo mal de Alzheimer de 64 pessoas sãs, sem problemas de memória ou outros sintomas de demência. Os especialistas acompanharam os pacientes por um período de entre sete e 11 anos.
Eles constataram que os sujeitos com menor espessura do córtex - substância cinza onde ficam os neurônios, essenciais às funções cognitivas, sensoriais e motoras - tinham grandes chances de contrair a doença, em comparação aos outros que possuíam as mesmas partes cerebrais mais espessas.
Assim, no grupo de 11 participantes que tinham as zonas cerebrais estudadas mais modestas, 55% desenvolveram o mal de Alzheimer. Por outro lado, nenhum paciente do grupo de nove pessoas com os maiores tamanhos dessas mesmas partes do cérebro sofreu com Alzheimer, destacaram os pesquisadores, cujo trabalho foi publicado na Revista Neurology, uma publicação da Academia Americana de Neurologia.
No grupo dos indivíduos com um tamanho médio dessas regiões cerebrais, 20% contraiu o mal. "Esses dados são um indicador potencialmente importante das primeiras mudanças relacionadas ao Alzheimer. Elas poderiam ajudar a prever quais são as pessoas com maior risco de sofrer desta doença e talvez também determinar quando o mal vai se manifestar", explica o Dr. Bradford Dickerson da faculdade de medicina de Harvard 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cientistas descobrem molécula natural que combate câncer


Uma equipe de cientistas identificou uma proteína gerada pelos seios que destrói as células cancerígenas sem atacar as sãs e que poderia servir para tratar o câncer de mama. A investigação, dirigida pelas biólogas Mina Bissell, do Lawrence Berkeley National Laboratory e Saori Furuta, da Universidade da Califórnia Irvine, ambos nos Estados Unidos, foi publicada na revista Science Translational.
Os indivíduos sãos produzem até mil células anormais a cada dia que costumam ser destruídas pelo sistema imune inato. Mina e sua equipe descobriram que os seios sem tumor fabricam uma pequena proteína chamada Interleukin-25 (IL-25) que procura ativamente as células cancerígenas e as destrói, com o que se soma ao crescente arsenal de mecanismos inatos de defesa.
A proteína IL-25, que foi injetada em ratos e combateu o câncer, é a mais efetiva de seis moléculas produzidas pelas células normais do seio para combater o câncer, assinala o estudo.
Os cientistas fizeram um cultivo tridimensional de células cancerígenas de seios e observaram que elas são eliminadas pela proteína IL-25 porque levam um receptor específico que as células sãs não têm. Este receptor, localizado na superfície das células cancerígenas, dá à proteína a ordem para destruí-las, por isso o processo permite à IL-25 eliminar as células cancerígenas sem afetar as sãs.
Os pesquisadores analisaram centenas de tumores de pacientes com câncer de mama e comprovaram que quase todas as células tumorais levavam receptores IL-25, por isso que seriam suscetíveis de ser tratadas com a proteína. Esta é a primeira vez que se demonstra que uma proteína natural faz parte de um mecanismo inato de defesa contra o câncer no tecido mamário, afirma a "Science Translational". 

Fonte: Terra/Ciência

terça-feira, 12 de abril de 2011

Cientistas criam rim humano a partir de células-tronco

Cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, anunciaram a criação de rins humanos a partir de células-tronco. Segundo o site do jornal britâncio Daily Mail, a descoberta pode resultar no transplante de órgãos desenvolvidos pelo próprio paciente, evitando os riscos de rejeição.
Os órgãos foram criados em laboratório utilizando o líquido amniótico humano e animal. Os cientistas afirmaram que os rins apresentam meio centímetro de comprimento, o mesmo tamanho do órgão encontrado em um feto.
O fisiologista Jamie Davies, professor de anatomia experimental na Universidade de Edimburgo, disse que a ideia é começar com células estaminais humanas até produzir um órgão em funcionamento. "Parece um pouco de ficção, mas é ciência", disse.
A esperança do especialista é que, com nova técnica, os médicos possam recolher o líquido amniótico, que envolve o embrião no útero, quando o bebê nasce. O líquido deve, então, ser armazenado para que possa ser utilizado para criar um órgão compatível caso a pessoa desenvolva uma doença renal na vida adulta. "O custo do congelamento das células é bem menor do que manter a pessoa em diálise", disse o professor.
Segundo os estudiosos, a criação de um órgão com células-tronco do próprio paciente resolve o problema de ter que usar drogas poderosas para tentar evitar que o organismo rejeite o rim de outra pessoa. Para o professor Davies, a nova tecnologia pode estar pronta para uso nos seres humanos em torno de 10 anos.
A descoberta será apresentada oficialmente no Festival de Ciência de Edimburgo neste mês.

Fonte: Terra/Ciência

domingo, 3 de abril de 2011

Mesmo com um caso registrado, cura da Aids ainda está longe.

Em dezembro de 2010, o norte-americano Timothy Ray Brown entrou para a história como o primeiro homem a ser curado de Aids no mundo, graças a um arriscado e complicado tratamento conduzido pelo médico alemão Gero Huetter. Mas mesmo após 30 anos da primeira detecção da doença - completos na última quinta-feira - a realidade para quem tem o vírus HIV continua passando longe da cura.
Segundo especialistas, não se deve criar expectativas para a população que vive com a doença.
"A gente tem muito medo de falar de cura, mas até o momento, o que se sabe desse paciente é que ele continua com todos os marcadores de doença mostrando que ele aparentemente estaria livre do HIV. Mas essa é uma situação muito especifica, porque ele teve uma leucemia e fez um transplante de medula. Para o transplante, foi selecionado um doador que tinha uma condição específica, uma mutação genética que acontece especialmente em europeus, que dificulta a infecção pelo HIV. Então na realidade não é uma situação que possa ser massificada", diz a infectologista e diretora da "Casa da AIDS", o Serviço de Extensão ao Atendimento de Pacientes HIV/AIDS do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Eliana Battaggia Gutierrez.
Mesmo assim, a médica explica que além do benefício individual do paciente, casos como esse podem levar os pesquisadores a pensar em mecanismos alternativos de cura. "Eles tem o grande mérito de levantar hipóteses de trabalho para os cientistas, para eles poderem pensar em novas estratégias", explica Gutierrez.
"Todo o conhecimento que o HIV traz é muito impressionante, seja na área de imunologia ou da virologia, tanto dos mecanismos de defesa dos seres humanos em relação ao vírus quanto em relação aos mecanismos que permitem que o HIV se torne patogênico, então temos várias linhas de investigação. Mas podemos dizer no momento que nenhuma delas terá um resultado imediato. Muita pesquisa será necessária", continua.
Cura x Prevenção
Paralelamente à busca da cura dos pacientes infectados, cientistas têm tentado nos último 30 anos uma vacina preventiva, que mais tarde se estendeu também a buscas por uma vacina terapêutica. "Atualmente, podemos dizer que os resultados foram mais concretos na área de tratamento que de prevenção. Não por falta de competência dos pesquisadores, mas por características peculiares do vírus, como a grande capacidade de mutação, que dificulta muito a definição de um alvo específico para a vacina, além do fato muito importante de que o vírus ataca e debilita o sistema imunológico do indivíduo, que é exatamente o que seria necessário para combater a infecção", diz Virgínia Minghelli Schmitt, Coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Imunodiagnóstico da Faculdade de Farmácia da PUCRS.

O desenvolvimento de medicamentos antiretrovirais potentes representou uma grande conquista em relação à expectativa de vida dos indivíduos infectados. A realidade, porém, é que eles não representam uma cura, mas sim uma sobrevida na presença do vírus, com a necessidade de terapia ininterrupta e substituição frequente da medicação como consequência do desenvolvimento de cepas do vírus resistentes à droga administrada, resultantes das mutações que ocorrem no processo de multiplicação do HIV.
"Existe a necessidade premente de desenvolvimento de uma vacina, o que esbarra novamente na alta capacidade de mutação do vírus", explica Schmitt.
Diversas estratégias foram propostas ao longo do tempo, sendo inicialmente o vírus o alvo preferencial. Atualmente, as questões mais importantes têm girado em torno da importância da imunidade da mucosa, que é a porta de entrada do vírus no organismo, além da utilização de moléculas que possam interagir com regiões mais conservadas das proteínas virais, como a região que se liga ao receptor celular, permitindo a entrada do vírus no organismo.
Avanços
Alguns estudos foram interrompidos já na fase clínica por não apresentarem os mesmos resultados promissores observados nos testes em animais de laboratório. Outros nem sequer chegaram a esta fase. Mas os avanços na pesquisa de uma vacina, terapêutica ou preventiva, continuam. Existem estudos promissores com um anticorpo monoclonal que reconhece e se liga à região da proteína do HIV responsável pela interação com a célula no início do processo de infecção.

"Não acontecem mutações neste local, pois isto dificultaria a interação do vírus com a célula, inviabilizando a infecção. Este, portanto, é um alvo adequado para uma vacina, pois escapa às frequentes mutações observadas no HIV", diz a professora da PUCRS.
Ela explica que estas pesquisas ainda estão em fase inicial, sendo necessários vários anos para a confirmação dos resultados em laboratório, que seriam seguidos por testes pré-clínicos em animais, para então chegarem aos testes clínicos.
Inicialmente, esta seria uma vacina terapêutica testada em pacientes que já recebem o tratamento antiretroviral. Na opinião de Schmitt, o melhor resultado até o momento foi relatado em 2009, com um estudo realizado pelo exército americano em cooperação com o governo da Tailândia que apresentou uma redução de 31,2% no risco de contrair o virus HIV. Porém este número ainda é baixo, sendo necessários índices de sucesso em torno de 70-80% para a provação do uso de uma vacina.
Já para Eliana Gutierrez, o destaque na luta contra o vírus vai para a chamada "profilaxia pré-exposição", em especial para o uso de um gel vaginal em pesquisas realizadas na África. O microbicida contém 1% de tenofovir, conhecido antirretroviral utilizado no combate ao HIV. Segundo os pesquisadores, a proteção cresce conforme a aplicação do gel aumenta.
Entre as mulheres que seguiram à risca o uso do medicamento, a redução observada na transmissão do vírus foi de 54%. "A profilaxia pré exposição é uma coisa muito diferente e nova. Não sei se ela terá uma grande aplicação em massa, mas eu considero uma perspectiva interessante", falou a medica da Casa da AIDS/USP, que diz estar aguardando com ansiedade os dados do estudo nacional sobre a resistência primária do HIV, que deve ser liberado em breve.
O Brasil é reconhecido internacionalmente como exemplo no tratamento de pacientes com HIV, com o fornecimento de terapia antiretroviral por parte do governo. Apesar disso, ocasionalmente surgem problemas de fornecimento de medicamentos específicos, como acontece atualmente com o atazanavir.
As pesquisas no País também vão bem. Uma publicação recente mostrou o estudo coordenado pelo professor Edécio Cunha-Neto, realizado na Faculdade de Medicina da USP, em colaboração com o InCor, INCT e UNIFESP, que testou em camundongos uma vacina que "reabilita" o sistema imunológico do paciente, aumentando os níveis de linfócitos T CD4 e CD8 e permitindo uma diminuição da carga viral, além de desenvolver uma memória imunológica importante para a proteção do indivíduo contra novas infecções. "Mas, no momento, nós não temos uma perspectiva de cura. Temos uma perspectiva de controle, o que é diferente", diz Gutierrez.
Caso Brown
Timothy Ray Brown, que teve cura declarada para a Aids, passou por um tratamento com células-tronco da medula. O processo foi longo e doloroso para o paciente. Ele enfrentou um tratamento severo contra leucemia, o que fez com que enfrentasse problemas neurológicos. Os médicos fizeram um transplante de medula para que ele continuasse vivo e usaram células-tronco de um doador incapaz de produzir a proteína CCR5, que é fundamental para que o vírus HIV penetre nas células imunológicas.

Como resultado, veio a surpresa. Ao fim do tratamento de três anos, os testes de HIV de Brown deram todos negativos. 

Fonte: Terra/Ciências

quarta-feira, 30 de março de 2011

Anti-inflamatório ibuprofeno reduz risco de Parkinson



Os adultos que tomam regularmente ibuprofeno, um anti-inflamatório, têm 27% menos riscos de desenvolver a doença de Parkinson, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira.
"Não há remédio para a doença de Parkinson, então a possibilidade de que o ibuprofeno, um medicamento relativamente não tóxico, possa ajudar a proteger contra esta doença é apaixonante", afirmou o médico Alberto Ascherio, professor de epidemiologia e nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard (Massachussets, nordeste), um dos coautores da pesquisa.
 O Mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que causa rigidez muscular, dificuldade para iniciar movimentos, falta de equilíbrio e lentidão nas ações voluntárias.
 Os neurologistas consideram que o ibuprofeno reduz a inflamação no cérebro que poderia contribuir para o desenvolvimento da doença.
 O estudo foi publicado na versão on-line da revista Neurology, da Academia americana de neurologia. Os pesquisadores analisaram os dados médicos provenientes de 98.892 enfermeiras e de 37.305 homens, também profissionais de saúde.

terça-feira, 29 de março de 2011

Mapeamento ajuda a entender causas do câncer de sangue

Um estudo publicado na quarta-feira pela revista britânica Nature mostra a relação mais completa já estabelecida entre os prováveis fatores genéticos que provocam o mieloma múltiplo, uma forma comum de câncer de sangue, na qual os leucócitos (células brancas) se multiplicam excessivamente.
O mapeamento foi feito a partir de pesquisas com o DNA de 38 portadores da doença, em um estudo realizado em parceria por 21 instituições científicas da América do Norte.
As células sanguíneas brancas são produzidas na medula óssea e fabricam os anticorpos que ajudam o sistema imunológico a defender o organismo. O mieloma múltiplo ataca estas defesas, deixando os pacientes extremamente expostos a infecções.
A taxa de sobrevivência da doença é pequena se comparada a de outros tipos de câncer. Cerca de 20 mil novos casos são diagnosticados nos Estados Unidos todos os anos, e menos de 40% dos pacientes vivem por mais de cinco anos.
O sequenciamento genético olha através do código do DNA em busca de pequenas variações que poderiam explicar porque algumas pessoas correm o risco de desenvolver a doença e outras, não.
O custo do sequenciamento caiu bastante nos últimos anos, o que significa que os cientistas agora são capazes de ampliar ainda mais sua rede de conhecimentos genéticos. Estudos anteriores sobre o mieloma múltiplo, por exemplo, trabalhavam apenas sobre os dados genéticos de um único paciente.
"Pela primeira vez, nós conseguimos ver em nível molecular o que pode ser a causa deste mal", comemorou David Siegel, do John Theurer Cancer Center da Universidade de Hackensack, em New Jersey.
"Já sabemos o que provoca muitos tipos de câncer, mas até hoje tínhamos poucas pistas sobre as causas do mieloma", explicou. Uma análise preliminar das variações do DNA sugere haver caminhos comuns - especialmente no sistema de fabricação de proteínas - que permitem a uma célula cancerosa sobreviver, invadir e se multiplicar no organismo.
Entender mais sobre estes caminhos comuns levará os cientistas a uma compreensão maior sobre o funcionamento básico do mieloma - e, mais tarde, permitirá o desenvolvimento de medicamentos capazes de combatê-lo, esperam os pesquisadores.
"Este é um bom exemplo de como a análise genética pode ajudar a orientar o campo farmacêutico na direção certa de maneira dramática", estimou Todd Golub, diretor do programa de pesquisa do câncer no Broad Institute of Harvard University e no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

FONTE: Terra/Ciências

sábado, 26 de março de 2011

Obesidade pode aumentar risco de tipo agressivo de câncer de mama


Mulheres na pós-menopausa que são obesas têm um risco 35% maior de desenvolver câncer de mama "triplo-negativo", um tipo agressivo que carece de três receptores hormonais comuns nos cânceres de mama. As informações são do site Live Science.

De acordo com o novo estudo, publicado na edição de terça-feira da revista Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention, a pesquisadora Amanda Phipps Phipps e seus colegas analisaram os dados de saúde de 155.723 mulheres na pós-menopausa durante 10 anos. Eles levaram em consideração os índices de massa corporal (IMC) das mulheres e os níveis de atividade física.

As mulheres com os maiores valores de IMC tiveram um risco aumentado de desenvolver o câncer de mama tipo triplo-negativo, segundo o estudo. Já aquelas que afirmaram ter altos índices de atividade física tiveram um risco 23% menor de apresentar a doença.

Os pesquisadores estudam agora a relação de outros fatores, que não são associados com hormônios, que podem levar às mulheres obesas a apresentar câncer de mama. 

FONTE: Terra/Ciências

sexta-feira, 25 de março de 2011

Correios lançam concurso para 844 vagas de nível médio e superior




Os Correios lançaram edital de concurso para 844 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de nível médio e superior - 20% das vagas são destinadas a portadores de deficiência. Os salários vão de R$ 1.003,57 a R$ 3.211,58 - veja aqui o edital.
Este é o segundo edital que a ECT lança esta semana. Na terça-feira (22) foi lançada seleção para 8.346 vagas de nível médio.
As vagas são para todo o país - clique aqui para ver as localidades.
As inscrições começam às 10h desta sexta-feira (25) e vão até as 23h59 de 5 de abril pelo site www.cespe.unb.br/concursos/correios2011. As taxas são de R$ 32 para nível médio, R$ 37 para nível médio-técnico e de R$ 63 para nível superior. O pagamento da taxa de inscrição deverá ser efetuado até o dia 13 de abril.
Os cargos de nível médio totalizam 15 vagas: 6 para auxiliar de enfermagem do trabalho e 9 para técnico em segurança do trabalho, que exigem certificado de conclusão em cursos específico da área. O salário-base oferecido para auxiliar de enfermagem é de R$ 1.003,57 e para o de técnico em segurança é de R$ 1.494,46, acrescidos de benefícios.
Os cargos de nível superior totalizam 829 vagas. O salário-base é de R$ 3.211,58, mais benefícios. Os postos são em sua maioria para o cargo de analista de correios, com oportunidades em diferentes áreas: administração, direto, arquitetura, serviço social, biblioteconomia, ciências contábeis, economia, engenharia de diversas especialidades, estatística, informática ou área equivalente, museologia, pedagogia, psicologia, arquivologia, comércio exterior ou relações internacionais, desenho industrial, designer gráfico, história, letras, jornalismo, relações públicas, publicidade e propaganda.
Há ainda vagas para cargos de analista de saúde nas áreas de medicina, da especialidade clínica geral, e odontologia. E há cargos específicos para enfermeiro do trabalho, médico do trabalho e engenheiro de segurança do trabalho.
Além do salário, haverá benefícios como vale-alimentação/refeição, vale-transporte, auxílio creche ou auxílio babá, auxílio para filhos dependentes portadores de deficiência física, assistência médica e odontológica e plano de previdência complementar, além de plano de cargos, carreiras e salários estruturado e possibilidade de desenvolvimento profissional.
A prova objetiva será aplicada na data provável de 15 de maio.

Fonte: G1

Gelo dos pólos derrete mais rápido que previsto.


As camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida estão perdendo massa em um ritmo mais acelerado que os prognósticos feitos até agora, o que repercutirá na alta do nível dos oceanos, segundo conclusão de um estudo divulgado na terça-feira, 8 de março, pela Nasa.
Os resultados do estudo sugerem que as camadas de gelo estão derretendo mais rápido que as geleiras das montanhas e serão o principal fator de contribuição para uma alta global do nível dos oceanos muito antes do previsto.
Como exemplo, em 2006 os pólos perderam uma massa combinada de 475 gigatoneladas ao ano em média, uma quantidade suficiente para elevar o nível global do mar em uma média de 1,3 milímetros anuais - as geleiras da montanha perdem em média 402 gigatoneladas anualmente.
A Nasa analisou dados de seus satélites entre 1992 e 2009 e descobriu que a cada ano, durante o curso do estudo, as camadas de gelo dos pólos perderam uma média combinada de 36,3 gigatoneladas a mais que no ano anterior.
"Que as camadas de gelo serão a principal causa do aumento do nível do mar no futuro não é surpreendente, já que possuem uma massa de gelo muito maior que as geleiras da montanha", assinalou o autor do estudo, Eric Rignot, da Universidade da Califórnia.
"O surpreendente é que esta maior contribuição das camadas de gelo já está ocorrendo", advertiu o cientista, que realizou a pesquisa com a colaboração do Laboratório da propulsão do jato (JPL) da Nasa.
"As medições realizadas indicam que se as tendências atuais continuarem é provável que o aumento do nível do mar seja significativamente maior que os níveis projetados em 2007 pelo IPPC (Painel Intergovernamental da ONU sobre Mudanças Climáticas)", observou o pesquisador. 

FONTE: Terra/Ciências

quarta-feira, 23 de março de 2011

Óleo de planta ajuda a recuperar movimentos de vítimas de AVC

   O óleo essencial da Alpinia speciosa Schum, planta regional do Nordeste conhecida como 'Bastão do Imperador' e muito utilizada na fabricação de colônias para o candomblé, tem ação relaxante que ajuda na recuperação pacientes com o sistema nervoso lesionado por doença vascular encefálica, lesões de medula, paralisia cerebral, traumatismo crânio-encefálico, esclerose múltipla, entre outras enfermidades que atingem a via nervosa.
  A descoberta, feita em Sergipe pela fisioterapeuta Edna Aragão Farias Cândido durante a conclusão do doutorado pela Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), já gerou patentes nacional e internacional.
  Edna Aragão, que desenvolveu pesquisas no Centro de Fisioterapia da Universidade Tiradentes, em Aracaju (SE), avaliou quase mil grupos musculares e acompanhou 75 pacientes. Todos recobraram os movimentos. O caso mais significativo é o do lutador de jiu-jitsu sergipano João Alberto Alves, 31 anos.

Reportagem completa no link:
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4986047-EI8147,00-Oleo+de+planta+ajuda+a+recuperar+movimentos+de+vitimas+de+AVC.html

terça-feira, 22 de março de 2011

Profissionais que continuam estudos podem dobrar valor do salário


Um estudo com 140 mil entrevistados montou um perfil do trabalhador queridinho nas empresas. Quem contrata quer mais do que a faculdade, já que 85,7% dos profissionais especializados terminaram a universidade.
Para quem tem título de mestre ou doutor, as empresas pagam até 119,86% a mais.
 Se for na área de diretoria, um curso de MBA valoriza ainda mais o salário: 39,16%.
Quem tem fluência em inglês pode ganhar até 111% a mais.
As empresas também gostam de funcionários experientes, entusiasmados e que mantenham um bom relacionamento com os colegas.

Reportagem na íntegra no link abaixo:
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2011/03/profissionais-que-continuam-estudos-podem-dobrar-valor-do-salario.html

quinta-feira, 3 de março de 2011

Pesquisa encontra potencial alvo para um tipo de câncer de próstata




     Cientistas da Universidade de Michigan, nos EUA, identificaram um alvo em potencial para tratar um tipo agressivo de câncer de próstata: o gene SPINK1. Ele ocorre apenas em 10% dos casos da doença, mas está associado a uma de suas formas mais agressivas.

    Além disso, pode ser detectado na urina dos pacientes, o que permite aos urologistas fazer os exames de rotina com mais facilidade. O estudo foi publicado na edição desta quarta-feira da “Science Translational Medicine”.
O gene é um alvo ideal para um anticorpo monoclonal – tipo de tratamento dirigido para agir sobre uma molécula específica (neste caso, o SPINK1). Usando camundongos, os cientistas conseguiram diminuir os tumores em 60%.

    Os pesquisadores descobriram ainda que o SPINK1 pode se ligar a um receptor chamado EGFR. Eles testaram uma droga chamada cetuximab, que é capaz de bloquear esse receptor e já está aprovada pela Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês). Nos camundongos, o medicamento foi capaz de reduzir os efeitos cancerígenos do SPINK1 em 40%.
     
    Com as duas drogas agindo simultaneamente, os tumores ficaram 74% menores. O efeito foi conseguido apenas nos tumores que mostravam o SPINK1, e nos demais não.
    Segundo o estudo, os efeitos colaterais medidos nos camundongos foram limitados, e pesquisas futuras terão de avaliar o que o tratamento pode causar em humanos. Os cientistas ainda procuram também uma compreensão mais clara da relação entre os índices elevados de SPINK1 e alguns tipos de câncer de próstata.
Fonte: G1- Ciência e Saúde

terça-feira, 1 de março de 2011

Cientistas descobrem que processo celular pode reduzir câncer


  
   Cientistas do Trinity College, em Dublin, Irlanda, descobriram que a autofagia desempenha um papel importante em evitar o desenvolvimento do câncer. A pesquisa foi publicada pelo jornal científico “Molecular Cell”.
   A autofagia é um processo no qual uma célula literalmente se come. Normalmente, ocorre em períodos de jejum prolongado, e nesse contexto é benéfica para manter a nutrição do corpo até que o indivíduo se alimente outra vez.
   A equipe liderada pelo professor Seamus Martin descobriu que mutações num gene chamado Ras, envolvido em cerca de 30% dos cânceres humanos, provoca a autofagia excessiva, levando à autodestruição da célula que origina um tumor.
   O Ras mutante aumenta a produção de Noxa, uma proteína que aciona o processo de autofagia, fazendo com que as células se comam até a morte enquanto o câncer ainda está no estágio inicial. O estudo sugere que a autofagia seja um importante método natural de combate ao desenvolvimento do câncer.
   Outra descoberta importante envolve membros da família de genes Bcl-2. Esses genes interrompem o processo da autofagia, o que faz com que as células cancerosas sobrevivam. Isso sugere que um tratamento com drogas que neutralizem o Bcl-2 possa reativar o processo natural de autodestruição e ajudar a reduzir tumores.
   “Essa descoberta é um passo importante em direção à compreensão de como as células nos estágios iniciais do câncer apertam o botão de autodestruição e sugere novas formas pelas quais possamos reativar esse processo em cânceres que de fato se estabeleçam”, comentou Martin.

Fonte: G1 - Ciência e Saúde