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domingo, 19 de junho de 2011

Termina hoje as inscrições para SISU

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para vagas no ensino superior terminam até as 23h59 deste domingo (19), segundo o Ministério da Educação. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet. A nova edição do SiSU seleciona estudantes que fizeram o Enem 2010 para vagas em 48 instituições superiores de ensino em 20 estados.
Para se inscrever clique no link abaixo:

sábado, 18 de junho de 2011

DICAS DE PORTUGUÊS

1a) ENFEIANDO ou ENFEANDO?
Leitor nosso está em dúvida quanto ao uso do verbo “enfeiar”. Quer saber se a frase a seguir está correta: “Mas também está enfeiando a cidade e derrubando a imagem de administrador-arquiteto que nosso prefeito queria manter”.
Nosso leitor tem razão. Mas, cá entre nós, é um típico erro que muita gente boa não deve ter percebdo.
Para quem não sabe, o verbo é ENFEAR (=ficar feio). E aqui está o problema: se você fica FEIO, é porque está enfeiando. Errou duas vezes: nem ENFEIAR nem ENFEIANDO. O correto é ENFEAR e ENFEANDO.
O caso é o seguinte: o ditongo “ei” só ocorre quando a sílaba tônica cai sobre a vogal “e”: FEIo, iDEIa, reCEIo, pasSEIo, reCREIo, FREIo, CoREIa…

2a) Verbos terminados em -EAR
Todos os verbos terminados em “-ear” (passear, saborear, cear, recrear, frear, enfear…) fazem um ditongo “ei” nas formas rizotônicas (=sílaba tônica na raiz do verbo).
As formas rizotônicas são: 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular e a 3ª pessoa do plural dos tempos do presente:
a)    presente do indicativo:
eu passeio, tu passeias, ele passeia, eles passeiam;
eu freio, tu freias, ele freia, eles freiam;
eu enfeio, tu enfeias, ele enfeia, eles enfeiam;
b)    presente do subjuntivo:
que eu passeie, tu passeies, ele passeie, eles passeiem;
que eu freie, tu freies, ele freie, eles freiem;
que eu enfeie, tu enfeies, ele enfeie, eles enfeiem.

Observações:
1a) As 1a e 2a pessoas do plural não fazem ditongo:
nós passeamos, vós passeais, que nós passeemos;
nós freamos, vós freais, que nós freemos;
nós enfeamos, vós enfeais, que nós enfeemos;

2a) Nos tempos do pretérito e do futuro, jamais ocorre o ditongo:
eu passeei, ele passeou, eles passearam, eu passeava, ele
passeará, eles passeariam, passeando…
Entretanto, não há o ditongo “ei” quando a sílaba tônica muda de posição: enfeAR, enfeANdo, ideAL, ideoloGIa, receOso, passeANdo, freAda, coreAno…

Fonte: G1

Vacine seu filho contra a Paralisia Infantil e Sarampo

Crianças menores de cinco anos devem receber neste sábado, dia 18 a primeira dose da vacina contra a poliomielite, conhecida como paralisia infantil. E crianças de um a seis anos também vão receber a vacina tríplice viral — que imuniza contra o sarampo, a rubéola e a caxumba. 

Crianças com febre acima de 38 °C ou com alguma infecção devem ser avaliadas por um médico antes de procurar os postos de saúde. Também não é recomendado vacinar crianças com problemas de imunodepressão (como pacientes com câncer e aids) ou que já apresentaram reação alérgica severa a doses anteriores das vacinas. 

A campanha vai até o dia 22 de Julho. Os pais devem levar a carteira de vacinação das crianças, para atualização das doses aplicadas.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

FDA anuncia mudanças para informar melhor consumidores sobre protetor solar

A agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA) anunciou mudanças nos rótulos de protetores solares para informar melhor os consumidores. As novas regras vão orientar sobre produtos que, quando usados, reduzem risco de câncer e envelhecimento precoce da pele.

A regulamentação permite que os protetores solares que passem no teste do FDA para proteção contra os raios ultravioleta A (UVA) e B (UVB) sejam rotulados como sendo de "amplo espectro". Tanto as radiações UVA e UVB contribuem para queimaduras, câncer de pele e envelhecimento prematuro.

Protetores de amplo espectro com fator de proteção solar (FPS) 15 ou superior, se usados regularmente, conforme as instruções e em combinação com outras medidas de proteção solar, previne queimaduras solares, reduzir o risco de câncer de pele e reduzir o risco do envelhecimento precoce da pele.

"A FDA avaliou os dados e desenvolveu testes e requisitos de rotulagem para produtos de proteção solar, de modo que os fabricantes podem modernizar as suas informações sobre o produto e os consumidores podem estar bem informados sobre quais os produtos que oferecem os maiores benefícios. Essas mudanças de rótulos de protetores solares são uma parte importante para ajudar os consumidores a terem a informação de que necessitam para que possam escolher o protetor solar ideal para si e suas famílias", disse Janet Woodcock, da FDA.

Produtos que têm valores de FPS entre 2 e 14 podem ser rotulados como de " amplo espectro" se passarem no teste exigido, mas apenas os produtos de " amplo espectro" com FPS 15 ou superior podem indicar que reduzem o risco de câncer de pele e envelhecimento precoce da pele, quando usados de acordo com as recomendações.

Qualquer produto que não seja de " amplo espectro" ou tenha FPS inferior a 15 serão obrigados a ter aviso informando que não ajudam a prevenir câncer e envelhecimento precoce da pele.

DICAS DE PORTUGUÊS

INTERVIU ou INTERVEIO?
Estava escrito numa campanha publicitária: “…os proprietários invadiram a Companhia, expulsaram os jesuítas e tentaram organizar um governo local. O Governo INTERVIU. A Companhia acabou…”
O leitor tem razão. Está errado. O verbo INTERVIR é derivado de VIR. Se ele VEIO, ele INTERVEIO.
A forma verbal interviu não existe.

Vamos recordar a regrinha:
Os verbos derivados de VER (=rever, prever, antever…) seguem o verbo VER:
Eu vejo > eu revejo, prevejo, antevejo;
Eu vi > eu revi, previ, antevi;
Ele viu > ele reviu, previu, anteviu;
Se eu visse > se eu revisse, previsse, antevisse;
Quando eu vir > quando eu revir, previr, antevir;

Os verbos derivados de VIR (=intervir, provir…) seguem o verbo VIR:
Eu venho > eu intervenho, provenho;
Eu vim > eu intervim, provim;
Ele veio > ele INTERVEIO, proveio;
Se eu viesse > se eu interviesse, proviesse;
Quando eu vier > quando eu intervier, provier.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Especialistas explicam sintomas e tratamento da síndrome do pânico

Uma situação desesperadora em que a pessoa sente tontura, falta de ar, taquicardia, medo e suor frio – entre vários outros sintomas. Essa tensão toda, se for recorrente e diagnosticada por um médico, é chamada de síndrome do pânico, que pode ser provocada por um episódio de limite ou desafio, em que o indivíduo tem dificuldade de “dominar” o ambiente em que vive.





















Para saber como identificar essa doença e qual o tratamento disponível, clique no ink abaixo:

DICAS DE PORTUGUÊS

1a) HÁ  ou  A?
Dois leitores têm a mesma dúvida:
1o) “A empresa X mantém HÁ ou A quatro anos contrato com o cliente Z” ?
2o) “Estamos trabalhando HÁ ou A 150 dias sem acidentes com afastamento” ?
Nos dois casos, devemos usar HÁ: “…mantém HÁ quatro anos…” e “Estamos trabalhando HÁ 150 dias…”
Quando houver a ideia de tempo decorrido, usamos o verbo HAVER ou o verbo FAZER (=”…FAZ quatro anos…” e “…FAZ 150 dias…”).
Observações:
1a) Os verbos HAVER e FAZER se referem a tempo PASSADO e devem ser usados somente no SINGULAR (=não têm sujeito);
2a) Caso a ideia seja de “tempo futuro”, devemos usar a preposição “a”: “Assinaremos o contrato daqui A quatro dias”;
“Voltaremos ao trabalho daqui A 150 dias”.

2a) PORQUE ou POR QUE ou PORQUÊ ou POR QUÊ?
a)    PORQUE = conjunção causal ou explicativa:
“O advogado não compareceu à reunião PORQUE está doente.”
“Feche a porta PORQUE está ventando muito.”

b)    PORQUÊ = forma substantivada (com artigo “o” ou “um”):
“Ela quer saber o PORQUÊ da sua demissão.”
“O diretor quer um PORQUÊ para tudo isso.”

c)    POR QUÊ = no fim de frase (antes de pausa forte):
“Parou POR QUÊ?”
“Se ele mentiu, eu queria saber POR QUÊ.”
“Quero saber POR QUÊ, onde e quando.”

d)    POR QUE
  • em perguntas (diretas ou indiretas):
“POR QUE parou?”
“Gostaria de saber POR QUE você viajou.”
  • substituível por POR QUAL, PELO QUAL, PELA QUAL…
“Só eu sei as esquinas POR QUE passei.” (=pelas quais)
“É um drama POR QUE muitos passam.” (=pelo qual)
  • com a palavra MOTIVO antes, depois ou subentendida:
“Desconheço os motivos POR QUE a viagem foi adiada.” (=pelos quais)
“Não sei POR QUE motivo o advogado não veio.” (=por qual)
“Não sei POR QUE ele não veio.” (=por qual motivo).

Fonte: G1

quarta-feira, 15 de junho de 2011

NOVA PORTARIA SOBRE DOAÇÃO DE SANGUE

Documentos para doar
Para doar sangue, é preciso apresentar documento de identificação com fotografia, emitido por órgão oficial, e se cadastrar no registro de hemoterapia.
Doador
A doação deve ser voluntária e o doador não pode receber remuneração ou benefício. O sigilo das informações prestadas pelo doador deve ser preservado.
Faixa etária
Antes, apenas pessoas entre 18 e 65 anos podiam doar sangue. Agora, é possível doar entre 18 e 67 anos, 11 meses e 29 dias. Pessoas de 16 e 17 anos podem doar com consentimento dos responsáveis. No caso de pessoas abaixo de 16 anos e acima de 68 anos, o médico pode analisar em casos "tecnicamente justificáveis". O limite para a primeira doação é 60 anos, 11 meses e 29 dias.
Peso
O peso mínimo para doação de sangue se mantém em 50 quilos. No entanto, agora é possível que pessoas abaixo do peso doem após avaliação médica. Não pode ser aceito como doador que perdeu mais do que 10% do peso nos três meses que antecederem a doação.
Condição sexual
A portaria estabelece que a orientação sexual não pode ser usada como critério na seleção de doadores.
Frequência de doação
O homem pode doar sangue até quatro vezes por ano e a mulher até três vezes por ano, sendo que circustâncias especiais devem ser avaliadas por profissionais. O intervalo mínimo de doações é de dois meses para homens e de três meses para mulheres.
Condições momentâneas
- A menstruação não é contraindicação para a doação de sangue;
- Quem pratica esportes ou tem ocupação que ofereça risco para si ou outros precisa interromper as atividades 12 horas antes da doação. Entre as atividades estão pilotar avião ou helicóptero e prática de paraquedismo ou mergulho;
- Não pode doar sangue quem estiver com a temperatura corporal superior a 37ºC. O candidato com sintoma de gripe e temperatura superior a 38ºC precisa aguardar duas semanas após o desaparecimento dos sintomas;
- Não pode doar sangue quem fez refeição gordurosa nas últimas três horas;
- Não pode doar quem ingeriu bebida alcoolica nas últimas doze horas;
- Quem consumiu maconha, não pode doar sangue por 12 horas.
Impedimentos temporários
- Gestantes e mulheres até 12 semanas após o parto são impedidas de doar sangue. No caso de mãe que tenha que doar sangue para o filho recém-nascido, a doação pode ocorrer se houver consentimento médico;
- Quem teve malária nos 12 meses antes da doação ou candidato com suspeita de malária nos últimos 30 dias;
- Fica inapto por 12 meses à doação quem: "tenha feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas"; tenha sido vítima de violência sexual ou seus respectivos; homens que tiveram relações sexuais com outros homens; que tenha feito tatuagem ou maquiagem definitiva;
- Quem tiver piercing na cavidade oral ou na região genital não pode ser doador devido ao risco permanente de infecção. Poderá doar 12 meses após a retirada do piercing;
- Quem usa crack ou cocaína por via nasal não pode doar sangue até 12 meses após o consumo;
- Quem tomou vacina contra rubéola precisa esperar duas semanas. No caso de vacinas contra sarampo ou tuberculose, é preciso esperar um mês.
Impedimentos definitivos
- Quem teve hepatite viral após os 11 anos de idade;
- Quem teve doença de Chagas não pode doar sangue;
- Quem permaneceu no Reino Unido ou na Irlanda por mais de 3 meses, de forma cumulativa, após 1980 até 31 de dezembro de 1996;
- Quem viveu cinco anos ou mais na Europa após 1980 até os dias atuais;
- No caso de drogras injetáveis, a presença de sinais determina a inaptidão definitiva do doador;
- Alcoolismo crônico é motivo de inaptidão;
- Portadores de asma brônquica grave não podem doar sangue.
Recomendações
- Após a doação, o doador deve ingerir líquido e aguardar 15 minutos no local de doação;
- O doador deve aguardar 60 minutos após a coleta para fumar.

Fonte: Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos (Portaria 1.353, publicada no "Diário Oficial da União" em 14/06/2011)

Profissionais de saúde estão proibidos de usar jaleco fora do hospital em SP


O uso de jaleco ou avental fora do local de trabalho está proibido no Estado de São Paulo e a infração está sujeita à multa - estipulada em 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), ou seja, R$ 174,50, atualmente. A lei que veta o uso externo de equipamentos de proteção individual foi publicada ontem no Diário Oficial do Estado. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

As formas de fiscalização e de aplicação da multa não estão definidas. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, também não foi estabelecido um prazo para que isso ocorra. Por ora, a infração à legislação não terá efeito punitivo. Ainda segundo a pasta, será lançada uma campanha de conscientização  e adesão à lei. O objetivo é impedir que o vestuário seja fonte e veículo de transmissão de micro-organismos dentro e fora do local de trabalho.
Entrevista completa no link abaixo:

terça-feira, 14 de junho de 2011

MEC coloca no ar o novo site do SiSU

O Ministério da Educação colocou no ar nesta terça-feira (14) o novo portal do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) (link para o site do SiSU). No site é possível tirar dúvidas sobre o sistema de inscrições para concorrer a vagas em universidades estaduais e federais e institutos de educação profissional no segundo semestre. As inscrições no SiSU poderão ser feitas a partir das 6h desta quarta-feira (15) e vão até as 23h59 de domingo (19), segundo o MEC. As inscrições ocorrerão exclusivamente pela internet.
O SiSU oferece vagas em universidades estaduais e federais e institutos de educação profissional. O sistema foi criado pelo MEC para unificar a oferta de vagas em instituições públicas.

Neste semestre, serão oferecidas 26.336 vagas em 19 universidades federais, 23 institutos federais, dois centros federais de educação tecnológica (Cefet) e quatro universidades estaduais. 

No segundo semestre de 2010, 35 instituições participaram, com de 16 mil vagas. No primeiro semestre deste ano, o sistema teve um milhão de inscrições e ofereceu 83 mil vagas.

Somente poderão se inscrever no processo seletivo do segundo SiSU de 2011 os candidatos que tenham participado da edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) referente ao ano de 2010 e que, cumulativamente, tenham obtido nota acima de zero na prova de redação.

O SiSU ficará disponível para inscrição dos candidatos das 6h às 23h59 de cada dia de inscrição (horário de Brasília). Não haverá cobrança de taxa de inscrição.

O processo seletivo terá duas chamadas sucessivas. A primeira chamada será em 22 de junho e a segunda chamada sai em 2 de julho. De acordo com o texto, a matrícula dos selecionadas na primeira chamada ocorre em 27 e 28 de junho. A matrícula da segunda chamada será em 5 e 6 de julho.

Segundo o edital, as instituições de ensino superior poderão fazer o lançamento da ocupação das vagas no SiSU referentes à primeira chamada em 27, 28 e 29 de junho e referentes à segunda chamada em 5, 6 e 7 de julho.

Para participar da lista de espera, o candidato deverá manifestar seu interesse por meio do SiSU entre os dias 2 e 7 de julho. O candidato somente poderá manifestar interesse na lista de espera para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga. Não poderá participar da lista de espera o candidato que tenha sido selecionado para o curso correspondente à sua primeira opção de vaga em qualquer das chamadas do processo seletivo.

Segundo o edital, a lista de espera não observará as eventuais reservas de vagas e bônus atribuídos à nota do candidato no SiSU pelas instituições de ensino superior.

A lista de espera será usada prioritariamente pelas instituições de ensino superior participantes para preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas nas duas chamadas do sistema.

Os procedimentos de chamada para preenchimento das vagas deverão estar definidos em edital próprio de cada instituição de ensino superior participante.

As instituições podem redefinir a lista de espera do sistema em decorrência da consideração dos critérios referentes às suas políticas de ações afirmativas originalmente adotadas em seu termo de participação. Nesse caso, a instituição deverá explicitar em edital próprio a forma de redefinição da lista.

As universidades podem convocar os candidatos da lista de espera para manifestação de interesse presencial, em número superior ao número de vagas disponíveis.

Teste de urina poderá detectar câncer em estágio inicial

Uma pesquisa conduzida na Universidade de Edimburgo abre caminho para a detecção precoce de câncer em pacientes que ainda não apresentam os sintomas da doença, por meio de exames de urina. Os pesquisadores identificaram proteínas-chave na urina de pacientes com tipos avançados de tumores de intestino, estômago e pâncreas. Holger Husi, autor do estudo, acredita que a descoberta poderá ampliar o tempo de sobrevivência das pessoas. "O objetivo desse trabalho é permitir que os tumores sejam diagnosticados muito mais cedo. Isso nos ajudaria a tratar o câncer antes que ele tenha chance de se espalha", afirmou.

Apenas cerca de 10% dos pacientes com esses tipos de câncer – conhecidos como câncer do trato gastrointestinal superior – permanecem vivos cinco anos após o diagnóstico. Isso ocorre porque esses tumores, que tendem a ser agressivos, normalmente são diagnosticados em estágio avançado. "A maioria desses cânceres é diagnosticada tardiamente, quando nenhuma cirurgia é possível devido ao estágio avançado. O diagnóstico precoce pode fazer com que a cirurgia curativa e a quimioterapia sejam possíveis em mais pacientes”, afirma Husi.

Pesquisa – O estudo, publicado no periódico Proteomics-Clinical Applications, comparou amostras de urinas de pacientes com esses tipos de câncer com a urina de pacientes que estavam livres da doença. Eles analisaram o material e identificaram milhares de tipos de proteínas - entre elas, seis proteínas específicas chamaram a atenção dos pesquisadores. Elas estavam presentes em 98% dos casos de câncer, mas ausente em quase 90% das amostras de pacientes que não tinham câncer.

Depois, os cientistas fecharam ainda o alvo e chegaram até duas proteínas: S100A6 e S1009. Segundo eles, essas proteínas tinham mais probabilidade de aparecer nas amostras de pacientes com câncer e ausentes nos outros testes.

O próximo passo é descobrir se as pessoas com câncer em estágio precoce têm os mesmos níveis de proteínas presentes que os pacientes que já estão com o estágio avançado. Para o novo estudo, serão envolvidos pelo menos 1.000 voluntários, que serão acompanhados ao longo de vários anos.

Fonte: Veja 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Nova abordagem explica dependência química, obesidade e déficit de atenção




Sabendo que as pessoas prestam mais atenção a coisas recompensadoras (em especial no caso do dinheiro), uma equipe liderada por Steven Yantis descobriu que indivíduos que fizeram um teste de busca visual estavam distraídos quando os itens que haviam sido previamente associados a pequenas quantias de dinheiro apareceram ocasionalmente.

Os resultados têm implicações para a compreensão de como o cérebro responde a estímulos recompensantes, o que pode contribuir para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes para a dependência de drogas, a obesidade e o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (ADHD), disse o pesquisador Steven Yantis, da Krieger Zanvyl Escola de Artes e Ciências.

"Sabemos que nem todo mundo que usa drogas se torna dependente delas, mas a euforia que causam faz com que o cérebro passe a vê-las de uma forma que torna difícil suprimir o desejo de experimentá-las de novo. Um aspecto desta situação é: como os objetos relacionados à recompensa captam a atenção automaticamente de forma que uma publicidade sobre um happy hour em um bar pode chamar a atenção de um alcoólatra em recuperação ao passar por ela. Compreender os mecanismos psicológicos e cerebrais do emparelhamento recompensa/objeto e porque algumas pessoas são mais suscetíveis a ele pode levar a tratamentos mais eficazes", explica Yantis.

No estudo, as pessoas procuraram primeiro por círculos vermelhos ou verdes em um conjunto com muitos círculos de cores diferentes exibidos em uma tela de computador. Uma cor (por exemplo, vermelho), foi sempre seguida de uma recompensa monetária (10 centavos) e os outras (verde, por exemplo) por uma recompensa menor (um centavo). Após ter feito isto por mais de uma hora, os indivíduos do estudo foram então solicitados a procurar por formas específicas (por exemplo, um círculo entre os diamantes) e a cor já não era relevante nem trazia recompensas. Ainda assim, ocasionalmente, um dos itens na tela era vermelho ou verde. Quando isso aconteceu, as respostas dos indivíduos do estudo ficou mais lenta.

De acordo com Yantis, isto revelou que um número esmagador de pessoas no estudo se distra iu com os objetos vermelhos ou verdes, apesar de estes indivíduos terem sido instruídos a ignorar aqueles itens, de os itens terem sido dispostos discretamente e de não terem qualquer relevância para a tarefa que estava sendo realizada.
"Ficou claro para nós que os itens vermelhos ou verdes se tornaram valiosos para os sujeitos do estudo porque eles estavam ligados em suas mentes a uma recompensa", disse Yantis. O s voluntários ainda responderam a um questionário sobre impulsividade. A equipe descobriu que as pessoas que foram mais impulsivas para começar eram ainda mais propensas à distração por objetos de "alto valor" vermelhos ou verdes.

"Uma medida do bom controle cognitivo é por quanto tempo uma pessoa pode manter a informação em sua memória de curto prazo, e descobrimos que as pessoas menos impulsivas tendem a ser mais resistentes a se distrair em com estas coisas que não tinham valor em si, mas que se tornaram associadas a uma recompensa. Também descobrimos que a distração causada por características relacionadas ao valor persiste por semanas após o aprendizado inicial", explicou Yantis.

A equipe está pesquisando agora como o valor é aprendido e como o valor aprendido pode agarrar os circuitos de atenção do cérebro. "Pensamos que esta forma de captação da atenção pode ser importante em várias síndromes clínicas, como a dependência de drogas", disse Yantis.

Fonte: isaude.net

domingo, 12 de junho de 2011

Seis vacinas que os adultos precisam tomar


Em todas as fases de nossa vida, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas. "Faz parte da cultura dos brasileiros achar que vacinação é assunto de criança. Mesmo que esse quadro esteja mudando, os adultos ainda não tratam as vacinas com seriedade", diz o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp. 
Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus. "No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos. Já no caso dos vírus, a imunização normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai mais voltar", diz Paulo Olzon.
 As vacinas são:
Vacina dupla tipo adulto - para difteria e tétano
Vacina Tríplice-viral - para sarampo, caxumba e rubéola
Vacina contra a hepatite B
Pneumo 23 - Pneumonia 
Vacina contra a febre amarela
Vacina contra o influenza (gripe)


Fonte: Yahoo/ Saúde

sábado, 11 de junho de 2011

Diabetes

Ser diabético implica saber o que é a diabetes, as suas consequências e o que fazer para ser mais fácil viver com a doença. Quando não con­trolada surgem complicações que é sempre possível prevenir. Também é preciso que os doentes se comprometam com a sua saúde.
A diabetes é uma doença crónica que aparece quando o organismo não consegue utilizar a sua principal fonte de energia – a glucose – um açúcar produzido pelo fígado, mas também fornecido pela alimentação.
Para a glucose penetrar nas células é preciso insulina, uma hormona produ­zida pelo pâncreas, que vai transformar a glucose em energia. Quando há falta de insulina ou quando o organismo é resistente à sua acção, a gluco­se acumula-se no sangue. Surge então a diabetes.
São dois os tipos principais de diabetes:
Diabetes tipo 1 – Ocorre quando o organismo não produz insulina, surge quase sempre antes dos 30 anos. O tratamento requer sempre a adminis­tração de insulina, a par de uma alimentação adequada e exercício físico;
Diabetes tipo 2 – Ocorre quando a insulina produzida é insuficiente ou quando não é eficaz. Aparece, normalmente, após os 30 anos, podendo ser controlada com uma alimentação adequada, exercício físico regular e, se necessário, medicamentos. Corresponde à maioria dos casos;
Quando a glucose no sangue – glicemia – ultrapassa os valores normais, podem surgir alguns sinais e sintomas. Nem todas as pessoas os sentem, mas os mais comuns são:
Ter muita sede;
Urinar com mais frequência;
Ter muita fome;
Cansaço invulgar;
Perder peso rapidamente;
Dificuldade progressiva em ver;
Dificuldade em sarar feridas;
Infecções frequentes (como, por exemplo, infecções urinárias e vaginais).
Isolados ou em conjunto, estes sinais fazem suspeitar de diabetes. Uma dúvi­da que se esclarece com uma medição da glicemia. Os valores normais de glicemia são:
Menos de 110 mg/dl em jejum;
Menos de 140 mg/dl duas horas após as refeições.
Medir a glicemia é essencial, pois pode-se ter diabetes e não sentir nada.
Qualquer pessoa pode ter diabetes, mas tem maior risco se:
Tiver excesso de peso ou obesidade;
Antecedentes familiares de diabetes;
Não praticar actividade física regular;
For hipertenso;
For mulher e tiver tido diabetes na gravidez ou um filho com quatro ou mais quilos à nascença.
Por enquanto a diabetes não tem cura. Mas é possível controlá-la e viver com qualidade apesar da doença. Controlar a doença significa prevenir as suas complicações.
As principais complicações da diabetes são:
Cegueira;
Doença cardíaca;
Problemas circulatórios;
Problemas renais;
Alteração da sensibilidade nos pés;

A sensibilidade dos pés dos diabéticos

Os pés dos diabéticos são particularmente vulneráveis, sobretudo quan­do se conjugam alterações ao nível dos nervos e dos vasos sanguíneos. Num “pé diabético” mesmo as lesões mais simples podem piorar rapi­damente e causar complicações graves, pelo que é preciso saber iden­tificar as principais fontes de problemas:

Alterações na pele – com o tempo, a pele pode tornar-se muito seca, descamar e gretar;

Calos e calosidades – são mais comuns nos diabéticos e desenvolvem-se muito depressa, podendo ser causados por problemas nos ossos, pela colocação incorrecta do pé no chão e pelo uso de calçado desajustado; devem ser removidos sob pena de engrossarem, gretarem e darem ori­gem a feridas abertas (úlceras);

Úlceras (feridas abertas) – surgem com mais frequência na sola do pé, junto ao dedo grande e por baixo dele; se não tratadas, podem infectar, causar gangrena e levar à necessidade de amputação;

Má circulação – deve-se ao estreitamento e endurecimento dos vasos san­guíneos que servem as pernas e os pés; tal torna mais difícil lutar contra as infecções e as feridas demoram mais a sarar;

Neuropatia – insensibilidade do pé à dor, ao frio e ao calor, o que favore­ce o aparecimento de lesões. O diabético, por falta de sensibilidade à dor, pode ferir-se ou queimar-se e não sentir nada;

Infecções – muito comuns nos diabéticos, manifestam-se através de alte­rações na cor da pele e unhas, na temperatura e no odor dos pés;

Ao menor sinal de feridas, cortes, bolhas, gretas, zonas avermelhadas, inchaço, entre outras situações, deve pedir de imediato conselho ao seu far­macêutico ou ao seu médico.
Se estes problemas não forem detectados e tratados a tempo podem desencadear lesões irreversíveis que, no extremo, podem culminar na amputação do pé.
Quando se é diabético, com os pés todos os cuidados são poucos:
Observe os pés todos os dias – sem esquecer a sola, o calcanhar e a zona entre os dedos, se necessário com a ajuda de um espelho ou de outra pessoa;
Mantenha uma higiene adequada – lave-os diariamente com água morna e sabão, de preferência antes de se deitar; verifique a temperatura da água antes de colocar os pés; seque-os bem com uma toalha macia e sem esfregar, insistindo entre os dedos: a humidade favorece as micoses da pele e das unhas;

Mantenha a pele macia – aplique um creme hidratante para prevenir a pele seca, mas não entre os dedos;
Corte as unhas correctamente – a direito, deixando os cantos livres para evitar que encravem; utilize um alicate próprio, uma tesoura de bicos redondos ou uma lima de cartão; se tiver as unhas rijas e secas, amoleça­ as antes de as cortar;
Cuide dos calos e calosidades – evite que se desenvolvam com a ajuda de um sabonete pedra-pomes e de um creme hidratante; retire-os com uma lima própria depois de amolecidos; não os corte, pois pode provocar lesões na pele e, com elas, originar uma infecção; não use calicidas; e se tiverem uma zona avermelhada à volta, não tente removê-los – vá ao médico;

Use calçado adequado – macio, confortável e adequado ao tamanho do pé; com­pre ao final do dia e, enquanto forem novos, use-os por curtos períodos, de modo a prevenir o aparecimento de bolhas e de outras lesões; antes de se calçar, verifique se não existem no interior objectos que possam magoar os pés; não use sandálias nem ande descalço;
Use meias macias, de algodão e sem costuras e, de preferência, claras; assim é mais fácil detectar a existência de um ferimento;
Aqueça os pés mas com cuidado – com meias de lã, nunca com sacos de água quente, escalfetas ou aquecedores; mantenha os pés longe de larei­ras dado o risco de se queimar e não sentir dor;

Materia completa no site abaixo:
Fonte: http://www.mulhercriativa.com.br/dicas/dicas-de-beleza/compreender-a-doenca-diabetes

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cinco dicas para usar o celular com segurança

Com o anúncio da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, braço da Organização Mundial da Saúde, de que as ondas eletromagnéticas emitidas pelos celulares podem causar tumores cerebrais, o que fazer com os aparelhos? Ainda é seguro continuar falando pelo celular?

Uma das primeiras pesquisadoras a afirmar que os celulares podem causar câncer, a americana Devra Davis, PhD e professora de epidemiologia na Universidade de Pittsburgh, dá algumas dicas de como usar com segurança os celulares em seu livro Disconnect - The Truth About Cell Phone Radiation, What the Industry Has Done to Hide It, and How to Protect Your Family (Desconecte – A verdade sobre a radiação dos celulares, o que a indústria fez para escondê-la, e como proteger sua família), lançado em setembro de 2010.

Para Devra, não é preciso jogar o celular fora. Basta saber usá-lo (ela mesmo mantém seu aparelho, mas usa com um kit hands-free).

Veja abaixo suas principais recomendações:

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Países reiteram compromisso coletivo de combater epidemia de Aids




Representantes de 30 países, incluindo o Brasil, defenderam a ratificação de um compromisso coletivo para combater a Aids. Eles reiteraram a necessidade do incremento de ações de saúde nessa área, em Nova Iorque, nesta quarta-feira(8), durante a reunião de Alto Nível da Sessão Especial da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, foi categórico: "Chegamos a um momento crítico". "Acredito que, se quisermos ter sucesso, é essencial para as nossas ações haver uma ampla parceria entre os governos, o setor privado e a sociedade civil" , disse Deiss. "O acesso universal implica em envolver justiça social e inclusão social."
Segundo Deiss, é necessário ainda adotar medidas que reduzam custos e ofereçam mais opções de tratamento aos portadores do vírus HIV. Para ele, é fundamental investir na prevenção da doença e exigir o fim da discriminação às pessoas infectadas pelo vírus, permitindo que tenham acesso a tratamentos.
O Brasil é representado na reunião pelos ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e da Saúde, Alexandre Padilha. 
Fonte: isaude.net

Infecção urinária: identifique as causas e saiba como se prevenir

"Infecção urinária é a contaminação da urina por bactérias que passam da uretra para a bexiga", explica o urologista Alex Meller, do Hospital Santa Paula, em São Paulo. Conheça as causas do problema e aprenda como se prevenir, lembrando que, na dúvida, nunca é demais procurar a ajuda de um médico para indicar o melhor tratamento.

O que causa

Líquido de menos: tomar pouca água é o perigo número 1. Com isso, você faz menos xixi e a urina parada vira um prato cheio para as bactérias. Xixi com cor escura e cheiro forte são sinais de que você precisa de mais líquido.

Anatomia desfavorável:
nosso desenho faz de nós vítimas em potencial - para cada dez mulheres doentes, apenas um homem tem o problema. Como a uretra feminina tem, em média, 5 centímetros, para as bactérias que colonizam a região chegarem até a bexiga é um pulinho.

Gravidez:
nessa fase, é comum a mulher apresentar mais episódios da doença, pois costuma reter mais líquido, fazer menos xixi e ter a imunidade reduzida.

Namorado novo:
a culpa não é diretamente do gato, mas do maior número de vezes que você transa quando está de amor recente. O atrito do pênis pode provocar pequenas lesões na uretra e propiciar a multiplicação de bactérias no local. Outro motivo é o contato com a flora bacteriana do parceiro, diferente da sua, o que pode enfraquecer suas defesas no início da relação.

Imunidade baixa:
quando o sistema de defesa do organismo não está em plena forma, os microrganismos acabam atacando mais facilmente.

Stress:
além de afetar o sistema imunológico, deixa o corpo inteiro mais tenso, inclusive os músculos responsáveis pela contração da bexiga. "Sob stress, ela acaba trabalhando o tempo todo com uma pressão maior e sofrendo um processo inflamatório", fala Alex Meller.

Como prevenir

Beba mais água: assim, você vai fazer mais xixi. "Encher e esvaziar a bexiga várias vezes funciona como uma lavagem, que recicla as bactérias e dificulta a instalação delas na uretra e na bexiga", explica o ginecologista Edilson Ogeda, do Hospital Samaritano, em São Paulo.
Não segure o xixi: para não perder tempo ou a fim de evitar a dor, muitas mulheres fazem isso. Mas o hábito é um perigo, pois na urina parada as bactérias se multiplicam mais rápido. A regra é clara: deu vontade, não resista.

Vá ao banheiro após o sexo:
fazer xixi imediatamente depois de transar é uma medida de segurança, porque o jato de urina vai levar embora os microrganismos que podem migrar da vagina para a uretra e alcançar a bexiga.

Turbine suas defesas:
fazer uma alimentação variada, rica em todos os nutrientes, dormir bem e levar uma vida ativa são maneiras de fortalecer o sistema imunológico e barrar a invasão das bactérias.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Gripe e pneumonia: saiba como diferenciar

Gripe 

Contágio: só vírus. O mais importante deles é o influenza.

Sintomas: febre acima de 38 °C, tosse, catarro, dores pelo corpo e mal-estar generalizado. Os sintomas aparecem rapidamente, todos de uma vez.

Duração:
os sintomas duram até três dias, depois começam a diminuir.

Tratamento:
o corpo produz anticorpos em reação aos vírus e supera sozinho a infecção na maioria dos casos. São indicados remédios para aliviar os sintomas.


Pneumonia

Contágio: vírus e bactérias (as mais comuns são os pneumococos). O corpo não consegue contê-los sozinho.

Sintomas:
todos os sintomas da gripe, além de falta de ar, pressão baixa e desmaios. Os sintomas aparecem aos poucos, um de cada vez.

Duração:
os sintomas duram mais do que três dias, sem melhora.

Tratamento:
o corpo precisa de remédios antibióticos para vencer a infecção, que pode levar à morte se não for tratada.
Pneumonia: entenda o que causa a doença e saiba como curá-la
A pneumonia é uma infecção nos alvéolos, parte do pulmão responsável por absorver o oxigênio e expelir o gás carbônico de que o corpo não precisa mais. A doença é causada por organismos que estão no ar.
Quando são inalados, se instalam no pulmão e destroem os alvéolos. A infecção mais comum é causada por bactérias, mas alguns tipos de vírus também podem provocála. No Brasil, 2 milhões de pessoas são hospitalizadas pela doença todos os anos, principalmente no inverno.

O frio favorece o contágio da pneumonia?

Sim, por duas razões. A primeira é que o ar dessa estação, mais frio e seco do que nos outros meses, causa feridas na pele que reveste as vias do nariz e dos outros órgãos que se ligam ao pulmão. "As lesões favorecem a entrada dos organismos que causam a doença", explica o infectologista Alexandre Naime Barbosa, de Botucatu.

Outra razão é que nessa época as pessoas ficam mais em ambientes fechados, o que favorece o contágio.

Quem tem mais chances de contrair a doença?

Pessoas acima de 50 anos, crianças abaixo de 5 anos e mulheres grávidas. Mas qualquer pessoa corre o risco de desenvolvê-la, desde que esteja com o sistema imunológico desprotegido. "Uma gripe mal curada, por exemplo, pode levar a uma pneumonia", explica o pneumologista Ricardo Milinavicius, de São Paulo. Doenças como o diabetes e a aids, além do tabagismo, aumentam o risco.

É possível evitá-la?

Não existe uma maneira 100% confiável. Há uma vacina no mercado que protege o corpo contra infecções provocadas por 23 tipos de bactérias. Mas existem centenas de outros organismos que causam pneumonia. A vacina é indicada apenas para os grupos de maior risco de contágio. Evitar aglomerações nessa época do ano e manter uma alimentação balanceada (com fibras, proteínas e carboidratos) reduz o risco de desenvolvimento da doença.

Como é o diagnóstico e o tratamento da doença?

O diagnóstico é feito por um raio X do tórax e pelo relato dos sintomas da doença, que são parecidos com os de uma gripe. O tratamento é feito com remédios antibióticos. É importante tomá-los de acordo com a indicação do médico. Se o tratamento não for seguido até o fim, os medicamentos perdem o efeito e a doença volta mais forte.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Colonoscopia - o exame que detecta o câncer de intestino

 


Qual a melhor forma de saber se tudo anda em ordem pelo intestino? Para muitos especialistas é a realização da colonoscopia.
Conhecida como uma endoscopia feita pelo ânus, a colonoscopia flagra inflamações na parede intestinal, além de verrugas - os pólipos -, que podem ser pré-cancerosas, e tumores propriamente ditos. Muito melhor do que a cirurgia que abre o abdômen até atingir o intestino grosso - usada até a década de 1970, quando a colonoscopia chegou ao Brasil.

Quando fazer

"O exame é obrigatório para quem tem mais de 50 anos, e a partir dos 30 anos para pessoas com casos de câncer na família", avisa o coloproctologista João Calache Neto, do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. Sangue nas fezes e dor contínua no lado esquerdo também merecem essa investigação.
Já a frequência, "depende dos achados de quando ele é feito pela primeira vez", o coloproctologista Pedro Basílio, presidente da regional carioca da Sociedade Brasileira de Cirurgiões Oncológicos. Se ela não encontrar nada, a sugestão oficial - pelo menos até o momento - é que seja repetida a cada dez anos. Muitos médicos, porém, preferem indicar o repeteco a cada cinco. É mais seguro.
"A evolução do pólipo para o câncer pode demorar até uma década", explica o oncologista Rafael Kaliks, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Quando a metamorfose ocorre, ela é traiçoeira. Dores, diarreias alternadas com constipações e sangramentos costumam aparecer na fase avançada da doença. Então, o tratamento é drástico.

Entenda o exame

1. Com o paciente sedado e deitado, o médico introduz um tubo de 1 metro de comprimento pelo ânus. Enquanto percorre as cinco primeiras curvas do cólon, uma minicâmera na ponteira transmite as imagens, aumentadas até 150 vezes, para a tela de um computador.

2. Se flagrar alterações na mucosa, como uma inflamação, o médico ativa uma pinça que retira um fragmento da lesão para biópsia.

3. Mas, ao esbarrar em lesões malignas, o próprio colonoscópio pode retirá-las de maneira segura. Tudo isso costuma durar cerca de 20 minutos.
  
Outros exames
Há mais testes, complementares, que ajudam a detectar problemas no intestino.

· Sangue oculto nas fezes
No laboratório, procuram-se rastros de sangue nas fezes, o que denunciaria lesões. Mas o exame não localiza de onde vem o sangramento. Às vezes a origem está no estômago, por exemplo. E aprenda: pólipos intestinais não sangram. Portanto, se há sangue proveniente do intestino, ou ele vem de simples hemorroidas ou, se é tumor, o câncer já avançou.

· Retosigmodoscopia
É parecida com a colonoscopia, mas só visualiza lesões no reto e no lado esquerdo do cólon. A grande crítica é deixar à mercê da sorte o lado direito.

· Colonoscopia virtual
O método faz uma tomografia do intestino sem introduzir um tubo no ânus para saber se há pólipos. Mas é preciso insuflar ar por ali para obter as imagens, o que pode doer. Vale a pena? Há quem diga que não, até porque pequenas lesões escapam ao exame.

· DNA nas fezes
Essa análise molecular ainda não está disponível no país. Ela confere a presença de DNA de células cancerosas que teriam descamado do cólon. O senão é o preço altíssimo.

· Hemograma simples
Ele não flagra o câncer em si. Mas muitos tumores, especialmente no lado direito do intestino, sangram a ponto de provocar anemia. Ela é tão forte e repentina que o paciente sente até taquicardia. Daí o recado: quem está com anemia tem um bom pretexto para fazer uma colonoscopia.




Comer alimentos ricos em fibras é essencial para manter o intestino em funcionamento e evitar o surgimento do câncer 

A influência dos hábitos
Conheça as atitudes que podem contribuir para o aparecimento do câncer de intestino e as que ajudam a afastá-lo.

Para o bem
Uma dieta rica em fibras (grãos, frutas, legumes e verduras) não só faz o intestino trabalhar direito como ainda o preserva contra tumores ao arrastar mais depressa substâncias cujo contato é tóxico. O exercício físico também é bem-vindo.
Para o mal
Há evidências de que um cardápio gorduroso, abarrotado de carnes vermelhas, frituras e embutidos, favoreça o desenvolvimento da doença. Provavelmente porque contém substâncias capazes de irritar as paredes intestinais. O cigarro é outro inimigo do intestino - o que pouca gente desconfia. Mais uma vez, a razão está nos componentes tóxicos, que prejudicam as células do órgão.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Hepatite: conheça todos os tipos e previna-se

Você sabia que a grande armadilha da hepatite é a falta de sintomas? Mário Pessoa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia, ensina você a se prevenir dos diferentes tipos da doença:

Hepatite A

Contágio: por ingestão de água ou alimentos contaminados.

Prevenção:
já existe vacina, mas não é distribuída. então, lave muito bem as mãos depois de ir ao banheiro e antes de cozinhar.

Tratamento:
não vira crônica e costuma ser curada naturalmente.

Hepatite B

Contágio: pelo sexo, mas também pode ser transmitida de mãe para filho no parto ou por uso de instrumento com sangue contaminado.

Prevenção:
a vacina é distribuída para jovens até 19 anos e para grupos vulneráveis (gestantes, manicures e trabalhadores da saúde etc). Uso da camisinha é indispensável.

Tratamento:
pode se tornar crônica, porém, na maioria dos casos é curada naturalmente.

Hepatite C

Contágio: geralmente é pelo sangue. Há casos também de transmissão de mãe para filho ou por relação sexual.

Prevenção:
não existe vacina. Para se prevenir, não compartilhe instrumentos como alicate, agulha, piercing, barbeador, seringa e use camisinha.

Tratamento:
pode gerar cirrose, mas é tratável com remédios.

Hepatite Delta

Contágio: só aparece junto com o vírus tipo B, tendo a mesma forma de contaminação.

Prevenção:
uso de camisinha e vacinação contra hepatite B.

Tratamento:
costuma ser grave. O tratamento é feito com medicação.

Hepatite E

Contágio: semelhante ao vírus tipo A.

Prevenção:
não há vacina, sendo a higiene a única prevenção.

Tratamento
: não vira crônica, mas pode ser grave na gestação. Por isso, mulheres devem realizar o exame.

domingo, 5 de junho de 2011

Virose: sintomas, tratamento e prevenção

O que é virose?

Primeiro, vale dizer que toda doença provocada por um vírus pode ser chamada de virose. ''É uma maneira genérica de chamar doenças quando não se consegue confirmar o vírus causador'', diz o infectologista Orlando Gomes da Conceição.

Ao se descobrir o vírus, aí, sim, o problema é chamado pela denominação específica: dengue, catapora e herpes são viroses. A gripe também: ''O vírus influenza sofre mutações, por isso pegamos gripe várias vezes na vida'', diz Marcelo Ferreira, da Sociedade Brasileira de Infectologia. 


No verão, no entanto, as viroses mais comuns são as gastrointestinais - aquelas que fazem mal ao trato digestivo, causando diarreia e enjoo. É sobre elas que falaremos.

Quais as mais comuns?

Entre as viroses gastrointestinais que afetam o intestino, o estômago, a boca, o reto e o ânus há dois tipos mais comuns. Conheça-os:

Rotavírus - ''É uma doença disseminada e fácil de ser transmitida. Por isso, raramente alguém chega à idade adulta sem entrar em contato com o vírus'', diz o infectologista Gustavo Johanson. Existe uma vacina para crianças a ser aplicada em duas doses: a primeira aos 2 meses e a segunda, aos 4.


Norovírus - Menos comum que o rotavírus, pode ser contraído em qualquer idade e causar surtos de gastroenterite (acontece quando uma família inteira viaja e todos voltam com diarreia).

O que ela provoca?

Todos os tipos de virose gastrointestinal têm sintomas bem parecidos. São eles: diarreia, vômito, mialgia (dores no corpo), dores abdominais e, em muitos casos, febre. Geralmente, o doente sente tudo isso durante um período de três a cinco dias. Vale dizer que a virose pode, sim, ser grave, já que vômitos e diarreia excessiva levam a quadros de desidratação. Por isso, é importante beber muito líquido - principalmente as crianças, que sofrem ainda mais com a perda de água do corpo.

Como ocorre o contágio?

Qualquer um é suscetível a ser infectado por viroses, principalmente através do contato com outras pessoas e secreções. Aliás, as doenças virais estão presentes ao longo de todo o ano. No inverno, elas se espalham pelo ar, pois todos tendem a ficar em espaços fechados.

No verão, o maior risco de contaminação está na ingestão de alimentos ou água contaminada. "Também há disseminação do vírus através de meios aquáticos, como mar, piscinas e lagoas", explica o infectologista Jean Gorinchteyn. Isso acontece porque muita gente libera secreções na água, como fezes,e basta alguém engolir um pouco dessa água para pegar o vírus.

Como devo tratar? Receita de soro caseiro

O tratamento contra a virose gastrointestinal deve ser sintomático (trata os sintomas). Tome analgésico para dor no corpo e antitérmico em caso de febre - conforme a orientação médica! O essencial mesmo é hidratar-se, tomando bastante líquido - água e água de coco são boas opções.

Em casos de diarreia intensa, com risco de desidratação severa, o ideal é tomar o soro. É possível comprá-lo em farmácias ou fazê-lo em casa. 


Receita de soro caseiro
: 1 litro de água filtrada ou fervida, 1 colher (sopa) de açúcar, 1 colher (chá) de sal. Misture tudo e beba. O sabor deve ser parecido com o da lágrima, ou seja, nem doce nem salgado.

Como posso prevenir?

1. Tome cuidado ao se alimentar. Não tome água ou compre alimentos sem saber a sua procedência.
2. Beba água mineral ou previamente fervida.
3. Lave sempre as mãos, principalmente antes das refeições e depois de ir ao banheiro.